Friday, September 29, 2006
#_102 - Ad Intra
Não sei decifrar esta minha incessante ânsia de ausência e silêncio, este constante distanciamento da azáfama, que, a esta distância, não sei se é vazia, se tão feliz como parecem os sorrisos ostentar - e o único vazio é o que há em mim.
Não tenho explicação. Sou, mais uma vez, o indecifrável silêncio, a dura e permanente ausência, por baixo de um ténue sorriso que parece ser anunciado pelo brilho de olhos estrangeiros, que cedo entregam a minha imagem ao (inesperado) império da alegria. E isso abala-me - o meu choque frontal contra a realidade, a fatal perda das rédeas, ou a noção nítida, como nunca antes, de que jamais as dominei ou dominarei. Denoto que a indiferença e seus irmãos são modos tão fáceis na sombra; mas tão feros à luz do (deste) dia.
Vejo-me e tomo consciência de como estas linhas não são meras palavras ao vento. Estas palavras sou eu, são eu, e eu sou-as a elas. Não sei se hei-de prostrar-me à desdita, sei hei-de afastar-me do abismo que o meu olhar reflecte. Não sei, pois quebrei o silêncio, mas não rasguei a ausência...
Chove para mim. E digo "para mim" porque cada gota de cristal é indiferente à minha existência... ou inexistência. Mas talvez não menos que eu.
Gostava de viver (mais) adormecida, para que, um dia, quando acordasse - se acordasse - pudesse olhar além do vidro desta janela, sentir além destas paredes de amarras que me vedam do mundo lá fora; ou que uso para me exilar. Mas sei-me desperta, e sei-o por sentir um sentido oculto no meu rumo desconhecido; ou por sentir a minha busca.
Todas estas palavras me são estranhas quando confiadas a conceitos, como quem tenta visitar um lugar por onde passou há muito, muito tempo, e que a memória não permite reconstruir, infiel arauta da busca. Ou talvez demasiado fiel, demasiado fiel por pérfida formalidade.
Ahhh... Que importa? Haverá mais dias, haverá mais vidas. Quanto a mim, opto sempre pelo labirinto. Como Esfinge que sou, o atalho seria demasiado agreste para a minha subtileza, demasiado fugaz para a minha necessidade eminente de evasão. Sigo a passos vagarosos, tutelada pelas palavras da prudência, como se tivesse na minha mão um frasco cujo interior fosse a solução - ou a eternidade, para que a pudesse procurar...
 
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#_101 - Reparos
"És apaixonada(o) por tudo o que fazes. És dedicada(o) às tuas convicções e gastas o tempo em coisas com sentido.(...)"

Eu faço lóguine no meu belogue e indago: mas quem é que fará aqueles testes da Como Sou? o.Ô
 
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#_100 - A minha primeira medida
E a minha primeira medida por ter alcançado a centésima posta é exactamente a numeração de todas as postas anteriores e vindouras, como há no belogue da Decas.

(Excelente maneira de me esquivar a uma previsível posta lamechas, ein? ;))
 
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Thursday, September 28, 2006
#_099 - REM - Everybody Hurts


Mmm...
 
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#_098 - Bahh...
Hoje, e porque sou uma miúda que gosta de tratar das coisas com tempo de antecedência, fui consultar o site oficial da tão desejada Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, assim pra dar uma vista de olhos no que era preciso prá matrícula, plano de curso e o horário.
Para grande decepção esfíngica, aquelas araras ainda não têm nenhum horário deste ano lectivo disponível. Nem assim pra ter uma ideia.
Tenho a dizer que a apresentação dos programas das disciplinas é um bocado precária, pelo que acaba por constituir publicidade enganosa no que toca à grande maioria das disciplinas do curso. Epá, se não têm inteligência pra fazer uma descrição de cada disciplina, mas valia nem publicarem aquilo. Dá um ar pouco eficiente. Quer-se dizer, ao fim e ao cabo, aquilo é uma fábrica de diplomas, deviam investir naquelas mariquices, nem que fosse assim pra dar um certo estilo. Mas não, é esta profunda vergonha, vai pra lá toda entusiasmada esta possível, quase certa, aluna do primeiro ano de Direito e depara-se com irreguralidades destas.
Graças a isto, esta Faculdade já desceu 1 ponto na minha consideração. E isso é muito grave. Tão grave, aliás, que até estou a ponderar criar um belogue a relatar todas as desgraças e afins que me acontecerem na Cidade Universitária. E fora dela. E vocês perguntam 'mas ó Esfinge, para quê, quando podias aproveitar os teus futuros e parcos tempitos livres pra fazeres algo verdadeiramente útil à Humanidade, como turbantes de papel higiénico... ou mesmo pra estudares?'

Por 7 razões principais:

1 - Tenho de apanhar aquele jeito sacana e um bocado urso dos advogados. É difícil, pelo que tenho de começar a imitar o mais depressa possível se quero parecer minimamente credível. Isto, lá está, se eu quiser que Ordem dos Advogados me estenda a mão. (Há que fazer sacrifícios, camaradas, há que fazer sacrifícios... Aprendam, que eu não duro sempre.)

2 - Assim desenvolvo as minhas capacidades de criatividade e análise crítico-implicativa, o que vai ser útil pra atirar com o meu vizinho, a minha professora da primária, o cão que me mordeu, os meus ex's, a Caniche, a Dentinho e o professor de alemão para uma única cela rasca e cheia de Tiranossauros Rex. E mais alguém que me apeteça. Mas não sei ao certo, isto é só uma hipótese retoma. A verdade é que nem tenho uma lista negra. Confesso que nunca fui muito organizada.

3 - Para me lembrar detalhadamente de todas as entidades e indivíduos que devo processar quando tirar o curso. E porquê.

4 - Bem, não tenho assim muito dinheiro para pagar a um psicólogo.

5 - Os psicólogos não teriam capacidade para lidar com pessoas como eu nem que lhes dessem todo o dinheiro do mundo.

6 - Não faço a mais pálida ideia. Mas prometo que vou reflectir nisto tudo. Um dia destes.

7 - Ora aí está. Tenho de parecer que sei exactamente o que estou a fazer quando na verdade estou totalmente à nora. Ou quando me estou simplesmente nas tintas.
 
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Wednesday, September 27, 2006
#_097 - A parte realmente porreira de se ter um belogue
A parte realmente porreira de se ter um belogue é que podemos ser geniais. Podemos mesmo. Uns narram a depressão que é estar vivo, outros relatam as compras com as amigas, outros idolatram o piriquito, outros tentam até juntar as letras certas de modo a formar palavras, para que um dia se aventurem a formar frases completas, outros falam, falam, falam e a gente não os vê a dizer nada, outros descrevem as loucas fantasias com a avó do vizinho... Enfim, um vasto leque de modalidades. O engraçado da coisa é que há sempre um desgraçado qualquer que pára aquando de tais leituras, aplaude, diz "muito bom, muito bom, tens um blog 5 estrelas, continua =D" e nós, pobres crianças iludidas, ficamos todos contentes.

E o pior, é que continuamos mesmo o.Ô
 
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Tuesday, September 26, 2006
#_096 - Coisas
E no fundo é como eu disse à decas: "estou tão mal que até já faço turbantes de papel higiénico em part-time".
 
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#_095 - Formas Non Sense de Matar o Tempo VII
Acessar este site e testar o subsconsicente.
 
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Monday, September 25, 2006
#_094 - Muitos Parabéns ...


...ao Camarada Braiz! =)*

 
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#_093 - Mmm...
Hoje estive a arrumar a tralha do já póstumo 12º ano. Aliás, aquele desenho foi encontrado entre os "escombros" da última gaveta da cómoda.
Viro as páginas que encontro por ordem aleatória; leio as horas em que ali estive, entrevejo os universos que visitei aquando do registo de abstracções fugitivas, relembro as ausências das caligrafias, dos nomes para sempre ali gravados... Páginas prisioneiras de um tempo que não voltará, de um tempo a que não voltarei. Páginas... Ténues páginas, ténues dias... mmm... palavras...
 
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#_092 - Formas Non Sense de Matar o Tempo VI
Ir ao site Como Sou e fazer um outro teste.


1 - A tua personalidade!
Destinado a adolescentes de ambos os sexos

Sonhador(a)

És apaixonada(o) por tudo o que fazes. És dedicada(o) às tuas convicções e gastas o tempo em coisas com sentido. Expressares-te através da arte ou escrita é importante para ti, e tu provavelmente gostas de guardar um jornal ou diário com a descrição dos teus dias. No fundo és melancólica(o), mas se vires alguém a maltratar outra pessoa, cuidado! Tu vais lá e libertas o que te vai na alma.

Actividades compativeis com esta personalidade:
- Organização artística
- Clube literário
- Fotografia
- Poesia
- Jornal da escola
- Organizações de voluntariado
- Escrita

2 - Que tipo de carreira a sua personalidade lhe trás?
Destinado a adultos de ambos os sexos

Adorada(o) e diligente,

Todos gostam de si porque aceita mesmo as tarefas mais chatas. O importante aqui é que seja útil para o patrão e para a sua equipa.Usa o seu tempo e energia por completo, mas frequentemente dissipa as energias e sente que não está a ser completamente apreciada(o).

Dicas:
Mesmo sabendo que é difícil para si, tem de aprender a dizer, "Não". Caso contrário corre o risco de stress adicional. Tem de se tornar mais bem organizada(o). Não exite em delegar tarefas de rotina e trabalho extra para que a sua cabeça se mantenha clara para tarefas mais importantes.
 
posted by Esfinge at 00:31 | Permalink | 2 comments
Sunday, September 24, 2006
#_091 - Resultados Artísticos (?) de Aulas de História
Sim, porque as aulas de história sempre foram um bom estimulante à evasão...



P.S.: Mensagem melhor visualizada contra um espelho.
 
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#_090 - Sugestão Cinematográfica: Obrigado TVI
Leia abaixo o trailer.


*voz máscula*Daqui a uns anos, quando a professora fizer a chamada...

*voz estridente* - André Gonçalo, André Manuel, Matilde Catarina, Matilde Isabel Carvalho, Matilde Isabel Antunes, Matilde Julieta, Matilde Rute, Sofia Rita, Sofia Sílvia, Tiago Cristiano, Tiago Jaime, Tiago Manuel, Tiago Sérgio...!!

*voz máscula*...e a ocidental praia lusitana for um aglomerado de Matildes, Tiagos, Sofias e Andrés...

Uma criança perguntará: *voz de desenho animado*Mãe, porque é que todas as minhas amigas se chamam Matilde ou Sofia? E porque é que todos os parvalhões lá da escola se chamam André ou Tiago? Mãe, os meus amigos são todos clones?

*voz máscula*O filme que retrata como a TVI tentou derrubar a República com a Dinastia Matilde & Tiago e Sofia & André. A não perder.
 
posted by Esfinge at 01:25 | Permalink | 12 comments
Saturday, September 23, 2006
#_089 - Formas Non Sense de Matar o Tempo V
Ir à Área Em Alta > Testes da Rádio Comercial.

Você até tem um certo jeito, e de vez em quando faz um brilharete; mas geralmente anda um bocado à nora. A organização não é o seu forte, você confia em absoluto no instinto. Você é pão-pão queijo-queijo: tudo ou nada! Acha sempre que vai conseguir ter tudo, mas, aqui entre nós, ou fica lá muito perto ou dá uma monumental barraca.



Você acredita na importância do trabalho em equipa e no papel essencial de todos para o mesmo. As questões de honra e lealdade dizem-lhe muito. Para si, a divisão entre Bem e Mal é preto no branco.




Você é uma pessoa que aprecia as coisas simples da vida e à qual agradam os pequenos pormenores do quotidiano de uma relação. É alguém delicado, atencioso e descomplicado.


 
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#_088 - Tipo LOL ou as incríveis bacoradas dos senhores dôtôres
Esta eu não posso evitar de desabafar, que contacto directamente com o trabalho do meu pai e está-me cá atravessada.
Há uns anitos atrás, quando surgiu esta cena das execuções, os advogados fizeram a sua birrinha, e pra se vingarem de não terem ficado com isto, a Ordem dos Advogados declarou a pomposa proibição aos escritórios de solicitadores de execução e advogados em conjunto. Aliás, durante anitos os advogados acusaram os próprios solicitadores de execução de lhes terem 'roubado' trabalho, e de estarem a ganhar fortunas às custas deles, chegando mesmo a exigir a discriminação exacta e ridícula de toda e cada fotocópia, de toda e cada carta (pra quem está dentro do assunto, sabe perfeitamente que quando se chega aos correios com 30 ou mais cartas, a factura apresenta a quantia total, e não individual) e aí por diante.
Anitos depois, os advogados começaram a pensar 'bem, se calhar era melhor deixarmos de ser ursos, e vermos se conseguiamos ficar também com umas execuçõezitas pra nós, que sempre entrava algum'.
Mas eis que os advogados se apercebem: 'pá, mas os solicitadores ganham provisões de miséria! Temos de ir fazer uma reunião e apresentar queixinha, que agora vamos pra lá nós! Não pode ser!'.

Haja santa paciência...

P.S.: Sim, isto é verdade. Ainda por cima.
 
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Friday, September 22, 2006
#_087 - Agora o meu belogue tem certificado de segurança
Eu, Esfinge, juro solenemente que (já) não represento um perigo para a sociedade.
 
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#_086 - Er...
Bom, depois de uma tonelada de vídeos todos iguais com que fomos brindados pelos serviços da You Tube, a normalidade (?) parece regressar a este belogue.
 
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#_085 - Subtileza, procura-se
É imensamente deplorável que nos tenhamos de expor a uma espécie de “catalogar” dos nossos actos para que sejam tidos em conta... ou mesmo notados. Lembra-me os coisinhos do LIDL que entregam com alguma frequência aqui e que alguém sempre acaba por pisar antes de ler, um ler tão indiferente que quase deixa antever o impiedoso amachucar e arremessar ao cesto de papéis.

Mas que espero eu? Se até já nos metem códigos de barras nos hospitais...
 
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#_084 - Burocracias
No fundo, nós somos os maiores até ao momento em que façamos algo que seja do desagrado de quem no acha os maiores. Então, deixamos de ser os maiores para os “gregos” para passarmos a ser os maiores para os “troianos”. Conclui-se, por conseguinte, que nunca deixamos de ser os maiores. Os olhos cujo brilho insinua que somos os maiores e as vozes dos apupos que alegam que não o somos é que muda.
 
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Thursday, September 21, 2006
#_083 - Toranja - Fim


Tenho uma sensação de fim. Talvez porque estou quaaaase de partida (ou espero) em direcção a uma nova etapa da minha vida; talvez não. Mas sinto que isto vem, somehow, na altura certa.

Somehow...
 
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Tuesday, September 19, 2006
#_082 - A Verdade Sobre o Casamento
Ela: Estou farta disto! Vou-me embora!
Ele: Ó querida, não vás, por favor, não vás! Eu adoro-te! Fica!

Leitura da mente dele a raio-x: Não vás, pá, depois quem é que me faz o jantar? E o almoço? E o pequeno almoço... e o lanche?! E quem é que mantém a casa limpa e arrumada? Mais: quem é que toma conta dos gaiatos?

'
'
'

Ela: Estou, Luísa?
A amiga: Sim?
Ela: Olha, afinal fiz as pazes com o Osvaldo.
A amiga: Que bom, querida!
Ela: Vamos às compras?
A amiga: Vamos! Queres que te vá buscar?
Ela: Bem, pode ser.
A amiga: Então... até já!

Leitura da mente dela a raio-x: Ahh, queridinho, amanhã quando vires o saldo do teu cartão... Ihihihih
 
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#_081 - Omnipresença
Ora eu sou uma referência na porcelana, nas revistas, nas composições musicais, na cultura geral, na cultura egípcia, na mitologia...

Humpf... O que eu não dava pra ser invisível.
 
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Monday, September 18, 2006
#_080 - Uma piada genial que contaram ao daddí
"Se o seu carro é um Lancia, lance-o fora".

Nota: sim, o carro do daddí é um Lancia.
 
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#_079 - "Alea Iacta Est"
Hoje a Esfinge foi a Santarém candidatar-se à Universidade. Ah poisé, só agora, à 2ª fase. Que, no fundo, podia ter sido mais cedo, não fosse a auto-exigência e tal. Conclui-se que isto foi tudo só pra dar estilo, e que a Esfinge gosta é de fazer suspense. E pronto, agora espera-se que corra tudo bem.
 
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Saturday, September 16, 2006
#_078 - Blue October - Hate Me


"...hate me for all the things i didn't do for you..."
 
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Friday, September 15, 2006
#_077 - "Deus escreve direito por linhas tortas"
Grande coisa isso até eu, ó!

 
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Thursday, September 14, 2006
#_076 - Carta ao meu belogue
Pasmaceira City, 14 de Setembro de 2006


Querido belogue,

Hoje estou a escrever-te, não para os mirones que cá vêm, mas só para ti, para que saibas que nunca me esqueço de ti.
Pensei muito no que disse o Duarte há uns dias e quis fazer algo por ti, mas realmente scannear os quatros lados a um cartão era um bocado trabalhoso. Quer dizer, não é que não mereças, mas depois primeiro que dês sinais de vida quando te visito, quer dizer, é o elas, não pode ser, que já és suficientemente lento. Eu sei que é uma táctica tua de suspense, mas o que é demais também chateia, pá!
Bem sei do teu sonho de te converteres num iogurte assassino profissional, mas tu sabes como o mundo é, depois perseguia-te a título de seres um mau exemplo prá sociedade, só pra te poder apalpar! É sempre a mesma coisa. Por isso e porque sou eu que te sustento, acho que devias aproveitar mais para saíres com outros belogues, engatas a página que eu te disse, ela fica de guarda enquanto andares a vadiar e ninguém tem de saber. A vida são dois dias e um bom blog costuma durar vá lá dois anos. Aproveita, pá! Vai ver o belogue do Alberto, que está em coma e precisa de atenção, ou vai dar uma volta com o da Decas, que está distante desde a última posta, ou mesmo com o do Brainz, vá, a gente conhece-o há pouco tempo, mas até que parece partilhar do teu tipo de humor esquizofrénico. Talvez ele pense que é uma mala de crocodilo, pode ser a tua alma gémea. A sério, não excluas possibilidades!
Quanto ao teu convite pra jantarmos um dia destes, pra comemorar as quase 100 postas, epá, que fique bem claro que eu tenho namorado e estou bem com ele. (E depois, quer dizer, tu cozinhas tão mal que nem tinhas hipóteses...) Olha, jantar fora é que era uma boa opção. Isto, lá está, se tu e eu não fôssemos tão desgraçadinhos que nem temos posses pra um jantar nos chinocas. Conclusão: o ideal era realmente jantarmos em minha casa. Só que também há aí uma questiunícula ínfima que... mmm... nem sei bem como abordar... epá... como é que eu vou dizer à minha mãe que tenho uma relação íntima contigo? Eu sei que temos passado bons momentos juntos, mas tu és da net... Podias ser do Botswana, da Al-Qaeda, até podias ser do Sporting, o que por si só é extremamente bera, mas não: és da net. E isso dificulta muito as coisas... Tenta compreender. Talvez nas 200 postas!
Mas falemos de coisas mais alegres. Ainda te lembras do nosso primeiro momento de intimidade? Foi uma célere e gloriosa corrida contra o tempo da chegada do meu pai. Tu eras meio pálido com umas bolinhas paneleiras, eu preenchi-te com aquela posta exótica sobre o mundo que andava com o professor de iti às costas, onde o incitei a largar o gajo, deixar-se de formalidades, ora essa! Ele que ande por ele, ora, que também me acontece o mesmo! Quer dizer, assim de repente, acho que era isso. Anyway, tu é que tens os arquivos, tu é que tens de saber.
Mas é verdade, nós juntos temos feito coisas mêmo geniais. Diz-me lá, tu, que gramas quase todos os dias com a bicha dos belogues actualizados, conheceste algum que mencionasse sequer as pistas da Blue? Hã? Hã? Vêêêêês? Ah poisé, bebé! Temos blinkies do best, temos uma pulga feiticeira como segurança, temos ali aquele robot todo jeitoso como nosso frontman, patrocinamos ainda a felicidade de um jovem coelhinho homossexual, contribuindo assim para a igualdade social e, logo, um mundo melhor... Epá, se não fosse por sermos nós os dois, eu teria mesmo o desplante de comentar contigo: somos a melhor união belogueira de todos os tempos.

P.S.: Curto-te bués, mas se um dia não me reconheces como tua boss, vou ao botão fílete belogue e acabam-se as amizades. Portanto, não te estiques.

Com os melhores blogomentos da tua (ou não) queridíssima (ou também não)

»»Esfinge
 
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#_075 - Ouve o que te digo. Ou lê.
Não cliques aqui
 
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Wednesday, September 13, 2006
#_074 - Questões Universais tratadas nas férias
É verdade, nas férias também me deparei com questões universais, como é aquela, "o que é ser cristão"?
Tenho a confessar que todas as dúvidas se dissiparam quando a minha irmãzinha se dirigiu a mim, envolta num feixe de luz (pôs-se à frente da janela, tão a ver), nas seguintes palavras: "ó Deia, os cristãos são aqueles que usam cristas, não é?".

A minha irmã é a máiór xD
 
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Tuesday, September 12, 2006
#_073 - Abençoado Peninhaaaaaaa!
Hoje disseram-me assim: ó Esfinge, porque é que não participas naquela coisa da rádio comercial, o meu blog dava um programa de rádio?
Na altura, eu fiquei tão surpreendida por afinal, e contra todas as minhas expectativas, ter um público de 5 leitores, que apenas fui capaz de balbuciar um naaaa... tenho vergonha.
Epá, não deixando isto de ser verdade, tenho a confessar, aqui entre nós os 6: até era engraçado ver as coisas de que vou ter vergonha de ter publicado daqui a uma década, quando eu for uma advogada de sucesso (quer dizer, eu não acho que vá ser uma, estou só a escrever isto pra dar estilo), reconhecidas assim de uma forma mais pipi. Era munito, vá. Mas só de pensar que depois a dentinho e o professor de alemão iriam ao programa do Goucha fazer-me uma homenagem lamechas, com direito a uma musiquinha por eles cantada, fico tão comovida que até me dá uma volta ao estômago, e fico muito contente por deus ser bom para mim e me ter dado esta fantástica capacidade de pensar antes de agir. Bom... às vezes. Que isto, o mundo está tão mau que nem deus é perfeito.
 
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#_072 - Panic! At The Disco - I Write Sins Not Tragedies


Mais outra da "playlist" esfíngica.
 
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#_071 - A hora do adeus


Até amanhã =)*
 
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Monday, September 11, 2006
#_070 - As leituras lamechas da Esfinge II
Para se isolar, o Homem precisa de retirar a um tempo dos seus aposentos e da sociedade. Não estou solitário enquanto leio e escrevo, ainda que ninguém esteja comigo. Mas se um homem quiser estar sozinho, que contemple as estrelas. Os raios que provêm desses mundos celestiais farão a separação entre si mesmo e o que pode tocar. Poderia pensar-se que a atmosfera foi feita transparente com o desígnio de dar ao Homem, nos corpos celestes, a perpétua presença do sublime. Que majestosos são, quando vistos a partir das ruas das cidades! Se as estrelas aparecessem numa única noite em mil anos, como os homens acreditariam e adorariam; preservariam por muitas gerações a lembrança da cidade de Deus que havia sido mostrada! Mas todas as noites surgem estes enviados da beleza e iluminam o Universo com um sorriso reprovador.
(...)
A encantadora paisagem que vi esta manhã é, indubitavelmente, constituída por vinte ou trinta quintas. Este campo é do Miller, aquele do Locke e a mata mais além é do Manning. Mas nenhum deles é dono da paisagem. Há, no horizonte, uma propriedade que nenhum homem possui, excepto aquele cujo olhar pode integrar todas as partes, ou seja, o poeta. É essa a melhor parcela das quintas daqueles homens, no entanto é essa que não é nomeada nos títulos da propriedade.
Para dizer a verdade, poucos adultos conseguem ver a Natureza. A maior parte das pessoas não vêem o Sol. Pelo menos, têm um ver muito superficial. O Sol ilumina, apenas, os olhos do homem, mas brilha nos olhos e no coração da criança.
(...)
De pé sobre a terra nua – com a cabeça banhada pelo ar festivo e transportada ao espaço infinito -, todo o egoísmo mesquinho se desvanece. Transformo-me num globo ocular transparente; não sou nada; vejo tudo; as correntes do Ser Universal circulam através de mim; sou parte ou parcela de Deus. Nesse momento o nome do amigo mais chegado soa estranho e fútil: se irmãos, se conhecidos, se patrão ou servo, é questão sem importância e mera distracção. Sou o amante da beleza livre e imortal.
(...)


Excertos do Capítulo I (A Natureza) d’A Natureza,
Ralph Waldo Emerson
 
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#_069 - As leituras lamechas da Esfinge
A nossa época é retrospectiva. Constrói sepulcros para os antepassados. Escreve biografias, histórias e críticas. As gerações passadas contemplaram Deus e a Natureza frente a frente; nós, através dos seus olhos. Por que motivo não haveremos nós de desfrutar, também, de uma relação directa com a Natureza? Por que motivo não havemos de ter uma poesia e uma filosofia de visão, e não de tradição, e uma religião por revelação, que nos seja própria, em vez da história da sua religião? Mergulhados, por um período de tempo, na Natureza, cujos fluxos de vida flúem à nossa volta e através de nós e nos convidam, pelos poderes que nos fornecem, à acção comensurada com a Natureza, porque nos havemos de arrastar entre ressequidas ossadas do passado ou mascarar a actual geração com o seu guarda-roupa desbotado? O Sol brilha hoje, também. Há mais lã e linho nos campos. Há novas terras, novos homens, novos pensamentos. Reclamemos as nossas obras, as nossas leis e a nossa contemplação.
(...)


Excerto da Introdução d’A Natureza,
Ralph Waldo Emerson
 
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#_068 - "Chegou o correio!!!"


Alguém me ensina a pôr este som para quando chegar o meu correio? É tãããããão fixe xD
 
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Friday, September 08, 2006
#_067 - O Retomar de um Projecto de Vida (ou quase o.Ô)
A pedido de muitas famílias, retomarei um projecto que ficou em stand by por alguns meses: As Aventuras do Coelhinho Gay, onde um jovem coelho cor-de-rosa, igual a tantos outros, expõe a sua busca pelo amor... homossexual.

A não perder, num blog perto de si xD
 
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#_066 - The Feeling - Sewn


Vídeo estranho, estilo esfíngico.
 
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Thursday, September 07, 2006
#_065 - Acerca da história que eu andava a tentar escrever
É verdade, eu estas férias até tentei escrever uma história. Infelizmente (ou não o.Ô), a minha esquizofrenia não mo permitiu.
Quando eu acordava, a personagem principal era muito calma. Tão calma que até metia dó... Quando eu me ia deitar, a personagem já tinha mudado de sexo, nome, família, nacionalidade, idade e personalidade, o que complicava um bocadinho o decorrer da história.
Eu tentei, mas hoje finalmente admiti-o de mim para mim:

Epá... Tu tás quase com 18 anos, tens que começar a ter cuidado com as demonstrações de excentricidade, que até publicaste alugres o teu nome completo no belogue, e com o azar que tu tens, de hoje a amanhã, alguém da família do sacana do professor da cadeira mais odiável de direito há-de ler esta história, é capaz de ter um ataque, denuncia-te por tentativa de homicídio premeditada, e depois vais responder a tribunal, onde o juíz será o sacana do professor da cadeira mais odiável de direito, e aí nem as simulações de amnésia te safarão. Conclusão: expulsam-te da Blogger, nunca vais concluir o curso, és trocada por uma lôra, ainda por cima burra, os teus pais metem-te fora de casa e a tua irmã, que te idoliza, nunca mais te fala. Transformas-te numa pedinte, quando até podias ter sido minimamente fashion e ter ido ao casting dos Morangos Com Açúcar, fazias a vontade a vontade à tua irmã, convertias-te no maior ídolo de toda uma juventude tuga, e aí sim, a coisa dava-se, já podias ter demonstrações de excentricidade para com os teus fãs, como um autógrafo modelo

“beijinhos da esfinge pra ti, vaca louca!”

com uma vaquinha com a língua de fora, desenhada por ti, e uns pingos de baba do rapazinho de 13 anos, magríssimo e com ar betinho que o fosse receber.
Instauravas um novo movimento literário, e até uma nova vaga de blogs invadiria o mundo virtual, pois toda a gente quereria poder afirmar: “vês? Com este eu já construí um império virtual de 60 blogs, como a esfinge!!! *gritinhos histéricos* vou já mandar um mail pró site de fãs dela! Temos tanto em comum, oh meu deus, é hoje que ela me adiciona no msn!!!”
Os chineses dariam forma à tua visão, e quando fosses à china encontrar-te-ias retratada com atributos incríveis entre o tigre e o dragão, qual deusa com forma humana, depois todos iam querer tirar fotografias contigo (do tipo “échefige, échefige, futuglafia, futuglafia, muto bô, muto bô!”), convidavam-te pra ires ao restaurante deles, ok, por via das dúvidas, ficavas a rebentos de bambu e auguinha durante uma semana, mas depois seguias pró Japão, onde seriam criados tamagotchis contigo lá dentro e jogos vários em que salvarias o mundo dos maus, e que seriam distribuídos até pelos cangurus da Austrália. Isto sem esquecer que toda a gente iria usar os cintos ao lado, escrever com a mão esquerda e ter na mesma o devido sinalzinho vermelho, que dispara laser quando a malta se chateia. Mas pronto, enfrenta a realidade, ignoraste a única possibilidade de fama que alguma vez surgirá na tua vida, tens que viver com isso, e não agora deitar a tua vidinha pacata a perder por causa de uma história cuja essência somente será apreendida pelos amantes de Nietzsche ou Kafka. Isto, lá está, se tu tivesses capacidade intelectual para escrever uma.
 
posted by Esfinge at 23:16 | Permalink | 0 comments
Wednesday, September 06, 2006
#_064 - Batotas no Local de Trabalho
Esfinge - 1
Processos - 500

Olha, assim também eu!
 
posted by Esfinge at 19:58 | Permalink | 2 comments
Tuesday, September 05, 2006
#_063 - Este post não merece título por ser demasiado penoso
Hoje vi uma amiga de infância. A Liliana. Não a vi há anos. Confesso que fiquei doida de felicidade quando vi que era ela.

...até enfrentar a dura realidade: ó Esfingeeee, tipo duuuuh, ela agora é uma popstaaaaar, é normal que faça de conta que te conheceee, tu usas téééénis, topaaaas?
 
posted by Esfinge at 23:19 | Permalink | 2 comments
#_062 - Someone needs a First-Aid Kit ou as 5 perguntas sem resposta que se orgulham do seu estatuto
  • E quando o medo se apodera de nós, metamorfoseando o amanhã numa extensão demasiado dolorosa do hoje?

  • O que é que desvanece o brilho inicial? E porquê?

  • Porque é que eu não posso ter um dinossauro?

  • E já agora, porque é o Pai Natal não existe?
  •  
    posted by Esfinge at 22:30 | Permalink | 5 comments
    #_061 - Não tentem isto em vossas casas
    Todas as minhas piadas são fruto da minha desgraça muito pessoal. Sou a mais fiel discípula de Voltaire: "rio-me para não enlouquecer".
     
    posted by Esfinge at 00:51 | Permalink | 2 comments
    #_060 - "Ahhh! Então era aquele o João Frazão!"
    85% das reuniões e contactos familiares da minha família costumam dar-se em funerais.
     
    posted by Esfinge at 00:11 | Permalink | 0 comments
    Monday, September 04, 2006
    #_059 - A Bacorada da Mammí xD
    "As pessoas têm medo das aranhas, mas as aranhas são pessoas benéficas que comem insectos mais incómodos."

    Veêm? As pessoas de 8 patas até são fixes xD
     
    posted by Esfinge at 23:52 | Permalink | 5 comments
    #_058 - Os mesmos pontos de interrogação, os mesmos dias, as mesmas reticências
    ..como uma nota perfeitamente nítida, um círculo que se expande lentamente ao toque na água, uma folha que dança graciosamente ao sabor do vento...
     
    posted by Esfinge at 00:22 | Permalink | 0 comments
    Sunday, September 03, 2006
    #_057 - Coldplay - The Scientist


    Fico-me pelas reticências.
     
    posted by Esfinge at 02:21 | Permalink | 0 comments
    #_056 - Afinal tenho uma veia cusca
    As palavras da minha mãe ao meu pai, quando eu me estava a despachar para vir pó escritório e eles pensavam que eu não estava a ouvir:

    "...a tua filha só se dá com pessoas da net. Pessoas reais, nada, Rui, ela só está bem quando está em frente ao visor a falar com pessoas da net, pessoas que nunca vê, que nunca ouve, que não conhece... Não percebo esta rapariga... É bonita, é tão inteligente para a idade, percebe de coisas que eu nunca seria capaz, não é?, é uma miúda acessível, dá pra falar com ela sobre qualquer coisa, mas nada, tem isto, parece que se esconde da realidade, não percebo..."

    E se eu contar à minha mãe que as pessoas da net são reais nas horas vagas? Mais: e se eu contar à minha mãe que, para as pessoas da net, eu sou uma pessoa da net, será que ela aguenta o choque?
     
    posted by Esfinge at 00:20 | Permalink | 2 comments
    Saturday, September 02, 2006
    #_055 - Sinto-me muito intimidada
    Hoje a minha irmã ameaçou-me: se eu não participar no casting dos Morangos com Açúcar, que decorre actualmente na cidade *cof cof, cidade ein?* onde vivo, ela assegura que nunca mais os vê. De qualquer forma, vou já ao blog da Matilde dar-lhe umas dicas, porque estou muito assustada com tudo isto. É incrível como os miúdos meio desdentados de oito anos conseguem ser tão ameaçadores.
     
    posted by Esfinge at 18:57 | Permalink | 3 comments
    Friday, September 01, 2006
    #_054 - A primeira tão ansiada posta óspois de umas fantásrevigorandeprimentes férias
    *suspiro nostálgico*

    Antes de mais nada, ligo o fio do portátil que tem no fim dois dentinhos à cena dos buraquinhos na parede, reparando que não sei bem o que o nome correcto dessas coisas.
    Denoto que é uma constrangedora vergonha, mas não pela imagem em si, a questão é: bolas, eu tenho um blog que constitui, obviamente, um importante ponto turístico no universo virtual dos meus quatro leitores, e, logo, exerço uma enorme influência sobre as suas vidas... e tenho este alto défice de cultura geral específica! Que será deles se me continuarem a ler? Penso: mmm... deve ser por isto que o mundo está como está.
    Sento-me, já que a cadeira está armada em engraçadinha no meu lugar, e ligo finalmente o pc. Ligo o fio da net ao portátil e, lentamente, a minha crise existencial começa a desvanecer.
    Windows XP a iniciar, com todas aquelas coisas meio estranhas naquele dialecto a que eu me atreveria a denominar “chino-informático”, até ao momento crucial em surge o “iniciar sessão” com fundo azul, um quadradinho com uma imagem do meu célebre coelhinho, seguido de “Esfinge”, e lá embaixo, outro, vermelho com umas linhas brancas, seguido das seguintes palavras “Desactivar Esfinge”.
    Ora, um gajo que fosse assim mais pó passado do clima, vociferaria “WTF?!” e provavelmente espancaria o desditoso objecto até este ganhar respeito, que seria mais ou menos o momento em que voariam teclas em todas as direcções e surgissem “ervas daninhas prateadas” no seu lugar, sendo que o fundo azul daria lugar um muito mais disciplinado fundo preto. Mas eu não, que sou uma miúda pacífica.
    Assumo a minha condição de programa de conversão inteligente Esfinge, (na versão original, eu enganei-me e escrevi “problema de conversão inteligente Esfinge”. O que diria o Freud disto...) carrego no quadradinho com o meu nome, ligo o messéne, recebo 73 mails, o que é quase inacreditável, faço lóguine no meu belogue e retomo o meu tão ansiado estatuto de “sefenixe”, “pétalas”, “gajaaaaaa”, “kinina”, “nerfetiti”, “yunika” e aí por diante.

    Agora sim, o mundo já me parece um lugar melhor.

     
    posted by Esfinge at 22:24 | Permalink | 4 comments