Saturday, October 28, 2006
#_153 - A Paródia do Senhor dos Anéis (ou algo assim...)


Brutal xD
 
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#_152 - Afinal sou uma Fessoa! Eeeeee! Palmas pra mim!
Eu digo que ando na Faculdade de Direito e tratam-me incrivelmente bem.

(Isto está incrívelmente pequeno pra ser lido com os olhos um bocadinho fechados, de modo a partilharem da minha expressão séria e desconfiada.)
 
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#_151 - Ausência
Duas semanas sem verem a Esfinge por estas bandas e dão convosco a indagar: opá.... Será que a Esfinge teve um enfarte? Será que a Esfinge se enganou a olhar pró semáforo e foi atropelada por um autocarro furioso? Será que a Esfinge sucumbiu enquanto carregava corajosamente calhamaços vários numa mão e trazia os bilhetes do metro e do autocarro na outra, por entre um mar de gente, qual Camões dos novos tempos (ou quase...)? Será que a Esfinge se atirou pela janela perante o tom monocórdico de um ou outro professor? Será que atiraram a Esfinge pela janela a meio de uma das suas magníficas interpretações de "abram alas pró Noddy" sempre que passava um avião? Oh céus, que aconteceu à Esfinge?

Eu realmente gostava de começar com um policial brutal, que contivesse um senhor da Ok! Teleseguro Mulher à minha escolha (pra fazer de polícia incompetente e estupidamente atencioso), uns mafiosos com barba por fazer e pelo menos 20 centímetros mais altos que eu, pra meterem um mínimo de medo, mafiosos esses contratados para me tentarem arrancar um segredo qualquer (nem que fosse o fim da Floribella, vá), e eu debater-me-ia bravamente na asseveração de que nada diria, de tal forma que a minha tensão subiria e eu cairia pró lado.
Depois aparecia o reitor da minha faculdade (que por acaso é meu professor!), eu levantava-me de propósito, ele enchia-me de medalhas de honra - que afinal eram pins ferrujentos do Bloco de Esquerda - felicitava-me pelo meu número de aluna e número de B.I., e dava-me um diploma de passagem pró 3º ano - que afinal era só o meu diploma de caloira - oferendas seguidas do gesto que se faz quando se bate numa bola de basket e eu caía morta (isto é verídico, é este o sinal prá gente se sentar!).
De seguida, apareciam outros mafiosos contratados pela direita e davam-me porrada até eu dizer "Jujé Xócratche é qui é lá lá lá lá lá", e eu caía morta outra vez. (Sim, porque policial que é policial tem uma média de 3/4 mortes por cada personagem) e, por fim, realizavam o meu sonho de criança e davam-me um PC com hi-fi (ligação à net sem fios e tal) paga, eu escrevia algo extremamente inspirador do tipo extremamente inspirador neste belogue e depois morria outra vez.
Mas... não. Tirando eu perder-me no metro, no autocarro, na faculdade, na cidade, seja onde for, sei lá, não aconteceu nada assim do outro mundo, eu só (SÓ?) não tenho net... ='(
 
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Sunday, October 15, 2006
#_150 - Estou Desapontada
É verdade, estou desapontada, por incrível que pareça. Sempre pensei que a minha entrada na universidade seria assim uma coisa de cair pró lado. Pensava que ia ter no mínimo um metro e oitenta, um cabelo gigantesco, um ar bonito, mas que roçasse o ameaçador, para aí uns 20 anos, a carta de condução, um carro desportivo, uma Honda CBR 600 e uns brutais óculos de sol.
Também pensei que ia ter "letra de médica", que ia usar salto alto, que toda a gente me cumprimentaria à minha passagem, que ia usar verniz e creme para as rugas, que ia saber arquear as sobrancelhas com um certo estilo, que ia passar o dia na discoteca com uns amigos... Mas pensei principalmente que ia acontecer alguma coisa. Assim, tau. Ou um eclipsezito, uns foguetezitos, uma voltinha num carro novo, sei lá. No fundo, a aceitação social chegava, mas nem isso acontecer. Aliás, a verdade é que não aconteceu nada.
Continuo minorca com este meu metro e sessenta e três centímetros; tive um acesso e cortei o cabelo pouco abaixo dos ombros, o que me confere um verdadeiro doll look, que aquela combinação entre o demasiado fofinho e o demasiado frágil; nem sequer sou maior de idade, visto só completar os 18 em novembro; logicamente, nicles de carta; carro desportivo e Honda CBR 600 só se fizer recortes de revistas e colar num caderno, e óculos de sol é coisa que, nesta época do ano, só faria sentido se eu me picasse e ninguém me conseguisse persuadir em como o sol não me assediava.
Tenho, de facto, uma letra bastante perceptível, acho que não há letra em que se fique a pensar "oh diabo, mas aquilo é um Z ou um H?" e isso desanima, quer dizer, é uma coisa que abala a minha reputação de Esfinge, e isso chateia-me; quanto a saltos altos, criam-me umas dores incríveis na coluna, e tropeçar por tropeçar, um ténis desatado não dá tanto nas vistas; muita gente continua a virar-me a cara quando passo, e eu acho muito bem, porque gosto do meu anonimato, gosto da cor das minhas unhas, e também gosto de as roer e saber só a unha. Rugas, por mais que me esforce, é coisa que não me parece que vá aparecer com facilidade nos próximos anos; quanto às minhas sombrancelhas, às vezes nem me lembro delas, é difícil dar-lhes expressão se os meus neurónios não estabeleceram com elas relações de amizade desde pequeninos; também nunca entrei numa discoteca, e, também, os (alguns) meus amigos estavam precisamente na net. Eu pensei em pedir que se uploadassem, mas tive medo que alguém pensasse que estava a ser injuriado numa língua esquisita.
Bolas, é que não aconteceu nada. O Arara C. (o meu pc!) não deu o berro à meia noite, nenhum relâmpago me caiu em cima, e sonhei que me tinha mascarado de iguana (?), tinha uma crista verde e um rabinho, o que me fez sentir um eco de uma risada de escárnio por parte do Freud perseguir-me toda a manhã.
Não houve sinal divino. Não houve nada. Dou um passo em direcção à realidade mundana e nem um abalozito cá dentro. Abri a página que mudou tudo, e eu não mudei nada.
Completamente decepcionada, ainda olho para cima, como quem espera uma resposta de alguém que sabe, lá está, um verdadeiro "então pá, não dizes nada?". Mas não. Nada. Deus esqueceu-se de mim e pronto. No fundo, concluo que o levo demasiado a sério; em contrapartida, o tecto, que nada sabe, fica confortado com a minha contemplação e pensa "ahhh... já posso ruir em paz" e a minha sobrancelha finalmente arqueia. Encontro aqui o meu merecido símbolo de transição.

*Gritinhos histéricos* Hippie porra! Hippie porra! Hippie porra!
 
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Saturday, October 14, 2006
#_149 - Quando a crise alastra à segurança
Parece que sim, é oficial. Vou mesmo ser doutora o.Ô
 
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#_148 - Raio-x
Quando dizemos veementemente "não podes", estamos, na verdade, a dizer "não deves, vá lá, não faças isso...".
 
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#_147
Ahhh... A magnífica sensação de fazer um rabo de cavalo sem precisar de escova, muita força nas mãos e dois elásticos.
 
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Friday, October 13, 2006
#_146
Restam poucos minutos de liberdade. Tento consciencializar-me que vou ser doutora e que tenho de ganhar juízo.

Eu realmente não merecia passar por isto - diz o belogue.
 
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#_145 - Como Se Tivesse Saudades
Como se tivesse saudades do piano, de quando me sento e me fundo com as teclas, e tu desvendas o que mundo jamais desvendará.
Como se tivesse saudades de estar de costas voltadas para ti, enquanto tocas violino, e de cada nota que te vai desmistificando.
Como se tivesse saudades de quando te olho de relance e sorris; de quando a música fala por nós e o dia acaba bem.
Como se tivesse saudades da sinfonia, não porque a composição é nossa, mas porque somos nós.

Como se...
 
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#_144 - O meu pinguim


Porque este bichinho rula.
 
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#_143 - É que nem caibo em mim de contente
Estou muito feliz por este dia finalmente ter chegado porque vamos todos descobrir a cena daquela anúncio do "sexta-feira 13, dispa-se de preconceitos".

»» E isso vai mudar as nossas vidas!
 
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#_142
Não me enquadro nas grandes definições;
sou somente uma palavra num grande livro.
Mas porquê esta palavra?
Porquê Esfinge?
Não me deram um nome;
atiraram-me para um labirinto
e selaram-no com um nome.


Rasgo?



Olvido?
Fujo?
Cesso?

Caminho e percorro as estradas desta página. Sigo o trilho de cada letra, como se a resposta me sorrisse ao fundo. Mas não vejo nada, como se a minha persistência em continuar fosse a de alguém que escreve porque se esqueceu de parar.

E talvez, talvez...

Liberto a pequena flor, outrora no chão esquecida, do meu breve toque e sigo a direcção da pétala que eu seria, se pudesse dar-lhe a minha alma.
Divago e é um divagar tão apartado que não há espelho, nem olhar, nem ciência que traduza e traga à luz o que sou, no, umas vezes, esplendor, outras, na obscuridade da minha essência.
Sou um extremo em que dois mundos se tocam. Cada passo meu tem muitos passos, cada olhar tem muitos sentires, cada decidir tem muitos pensares.

Se...
...assusta?
...magoa?
...desespera?
...mata a pouco e pouco?

Depende.
A dias aleatórios,
Sim;
A horas incertas,
Não.

Jamais a borboleta pode escapar à sua metamorfose.
 
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Thursday, October 12, 2006
#_141 - Parabéééééns =D
À Lídia! =)* lá lá lá lá lá lá uma salva de palmaaaaaaas! eeeeeeeee xD
 
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#_140
Se este belogue não fosse meu, e estas coisas cá estivessem escritas tal e qual, eu não simpatizaria com o autor. Nem sequer trocava impressões com ele.

Processava-oooooo! o.Ô
 
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#_139
Às vezes, sinto que não encaixo na complexa estrutura do mundo; talvez nunca chegue a encaixar.
Eu bem sabia que os Legos deviam ter alguma utilidade, eu bem desconfiava que havia uma mensagem secreta por trás daqueles bloquinhos... Mmmm....
 
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#_138
Resolver uma equação nunca objectivará toda a complexa essência da matemática; é um vértice apenas. Acreditá-lo como um todo é como não ver além do que o olhar fixou, ainda que esse vértice se apresente como complexo.

Passa-se exactamente o mesmo com as pessoas.
 
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#_137
A constatação ou materialização de certa parecença faz-me sentir entre a espada e a parede, como quem descobre uma transparência flagrante do interior da muralha e sente o desespero de um possível ataque inimigo. Mas não é desespero de ataque inimigo. É o desespero da cidade, da floresta, daquele céu, de certo mar...
 
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#_136
O problema do entendimento é que, por vezes, onde se vê um lobo, está um cão. Ambos uivam, e o erro é fatal.
 
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Wednesday, October 11, 2006
#_135 - Uma Personal Joke. Ou quase.
P.: Como se chama ao aglomerado de 60 belogues da Esfinge?

R.: O império da criança.
 
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#_134
Será possível um espelho atingir-nos?

Há um reflexo que me dói...
 
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#_133
Algumas pessoas consideram-me um verdadeiro perigo à solta. Curiosamente, a coisa mais louca que tenho feito é mesmo ter mantido este belogue.
 
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#_132
Penso: qualquer dia este belogue também leva um selinho de qualidade. E depois eu vou parar ao manicómio.
 
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#_131
O que faz a esfinge ser uma esfinge é o que guarda. Fora isso, vão ser mitológico, vã fantasia de pedra.
 
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#_130
Hoje a minha mãe disse: "as miúdas da tua idade saem, divertem-se, vão às compras... Até isto! Elas leêm revistas jovens e colam os posters pelo quarto. Tu não, lês os livros do Fernando Pessoa e guardas os papelões, olha a paranóia..."

É, sou tão desgraçadinha... Eheheheheheh xD
 
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#_129 - Genética!

A Apoteose do Non Sense já tem ADN xD

E o teu belogue, já tem?

=====> Descobre-o aqui!
 
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#_128 - Uma Reflexão sobre Circunstâncias. Ou sobre Circunstâncias e Destino. Ou sobre qualquer coisa do género.
Mas são as circunstâncias que nos tomam ou somos nós que, meio caminho andado, nos vestimos de circunstâncias?
 
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#_127 - Como se ninguém estivesse a ver!
Eu gosto especialmente de escrever neste belogue porque ninguém tem realmente paciência para ler tudo isto.
 
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Tuesday, October 10, 2006
#_126 - Linkar (e ser linkado): o quid oculto de acto social
Um phenómeno interessante com que me tenho vindo a deparar, é que, a pouco e pouco, também a formalidade tem vindo a invadir os supostamente espontâneos diários pessoais do mundo virtual. Exactamente, os belogues. E isso geralmente pode verificar-se nos links que apresenta. É uma espécie de ‘diz-me quem e como linkas e eu dir-te-ei quem és’, que se subdivide em quatros estilos principais.
Os primeiros são aqueles que não pescam nadinha de português, quanto mais de escrita html. Naturalmente que os links apresentandos não costumam ser mais excitantes do que um prás Notícias da Google, e outros dois com a provacação frustrada de “Edit-me”.
Depois, temos os Mariaquevaicazoutras, que linkam aqueles que os linkam. Esses são maníaco-depressivo muito perigosos na medida em que visitam todos esses links cerca de 20 vezes por dia para assegurar que lá continuam linkados. E se um desgraçado pensa “bem, eu vou masé desimpedir aqui um espacito, que este belogue não vale nada” e procede à materialização do seu pensamento, bem, altzena... Ele que se abrigue num sítio seguro, que, para além de perder publicidade gratuita, as ameaças de morte vão invadir a caixa de correio de tal forma que será inteligente criar um novo e-mail. Mas no fundo, este tipo de linkar só denuncia hipersensibilidade: esses belogueiros até são boas pessoas, têm é pouca auto-estima.
Em seguida, vêm aqueles que, pra dar a ilusão que até percebem da coisa, ou para arranjarem pretextos para coagir o desgraçado do belogue a passar pela bicha dos belogues actualizados, metem um outro linkzeco mais ou menos prestigiado. Esta modalidade chega a invocar em mim uma viva associação ao presidente da câmara desta localidade, que já foi visto três vezes a verificar as obras que mandou fazer há três anos, o que, acreditem, camaradas, é uma grande vitória sob o sedentarismo. Tenho muito orgulho naquele homem. Aliás, se ele continuar no poleiro, a possibilidade de Pasmaceira City atingir o estatuto de idade do bronze sorrirá aos locais antes do ano de 8745. Enfim, só tenho pena é que não estejamos cá pra ver. Mas pronto, também não se pode ter tudo, não é? E já estou a desviar-me desta tão promissora análise do quid de acto social oculto por trás dos links. Peço desculpa, eu fico realmente muito entusiasmada quando tenho oportunidade de mencionar este pedacinho de fim de mundo. Voltemos lá ao que importa – diz a Esfinge, com a lagriminha no canto do olho.
Ora, pois, links. Depois dos já referidos, temos aqueles que despejam umas toneladas de links que nunca terão tempo pra visitar, ou, pelo menos, para ir acompanhando com jeito, tudo pra dar a ilusão de que o owner é um gajo assim culto e interessante. Tipo, 450 LINKS, MAN!!!, dá um certo prestígio, ninguém pode negar. E é de admirar a determinação de uma pessoa que se dá ao trabalho de compor tanto link num template francamente foleiro.
Eu gosto especialmente de visitar esses belogues dos links intermináveis quando não tenho nada pra fazer. Entre um ou outro link muito porreiro, somos brindados com 27 páginas inexistentes e uma que supostamente era o belogue da Mariazinha Fowfa, mas que afinal é o perfil de um gajo de 57 anos na Adult Friend Finder que procura ‘um alguém carinhoso com quem possa brincar às escondidas do salame’.

É por essas e por outras que, na inadmissível mas quase trivial privação de pipocas, eu gosto sempre de ter umas bolachinhas aqui à mão o.Ô
 
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#_125 - Formas Non Sense de Matar o Tempo VIII
E se eu te desse essa oportunidade única, gostavas de enviar uma mensagem para o teu eu do futuro (ou o eu do futuro de alguém, claro xD)?

Forçaaa! =) ====> aqui!
 
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#_124 - Acerca da minha Frase de Apresentação do MSN II
Completamente nas tintas

- andaste a pintar?
e na me chamaste??
- pá... xD
 
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Monday, October 09, 2006
#_123
Ao pintor que colore o mundo com a Alma, pasma sempre aquele que pinta a geométrico traço. Naturalmente que o leigo ou coleccionador prefere a dissimulação da perfeição. Ao fim e ao cabo, somos talhados para a ilusão.
 
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#_122
8 de Outubro. Ontem fez dois anos.
 
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#_121
Afirmar uma coisa é torná-la real.
 
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#_120
É difícil mostrar-se um sorriso a quem nos gravou a fogo aleatórias flores-de-lis.

É difícil, porque a pele é nossa.

E, por isso, a ferida arde em nós.

E a dor é só nossa.

É (mais) difícil, porque estamos sozinhos.
 
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Saturday, October 07, 2006
#_119
Antecipei-me no desespero e na angústia, e agora só me resta serenidade.

Ou ausência de desespero e de angústia.


Ou o seu silêncio...
 
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#_118 - Er... Decifra-me ou devoro-te? o.Ô
E pronto, chegou finalmente a minha vez de fazer um questionário, de modo a acrescentar irrelevância ao mundo ===> aqui

Iupi!
 
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Friday, October 06, 2006
#_117 - Queda Livre
Às vezes,
É mais fácil.


...em silêncio... shh...


É mais fácil estar-se errado,
Vendar
Os próprios olhos
À verdade,


pois a sua luz poderia cegar-nos.


Pedra pesada,
Fiel corrente
Do abismo


até o silêncio é amante da ferida...


Porque... ecoa,
ecoa,
ecoa!


Uiva,


e n q u a n t o


c

a

i

s

.

.

.


Mas o vento
Não tarda,
sopra
suavemente
As cinzas...


...e haverá mais vidas,
haverá mais...


Haverá...?
Porquê a promessa do futuro?
Amanhã não sou eu,
Amanhã é a ponte para portas que se fecham,
Amanhã é o dia da eterna clausura.
Amanhã...
 
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#_116 - Sentido Oculto
Que importa que eu não faça sentido? Que importa que aqui esteja e que denuncie aleatórios devaneios ou desígnios com as minhas palavras? Que importa que seja eu, ou que isto persista?
Sou como que a exilada da pátria - só que nunca tive pátria. Vivi dentro de mim sem nunca ter notado. Nunca ninguém mo disse e não o podia entender.
Vivo em busca de algo de que não tenho memória. Por isso, talvez vã a procura.
Não sorrio em sonhos, porque os meus sonhos são palco para os espectros que me perseguem. Por isso, aí, nunca sorrirei pois não os posso exilar com outro céu.

Sou a eterna fugitiva e só as reticências me cedem fugaz esconderijo...
 
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#_115
Quando eu publicar aqui o meu exame nacional de filosofia, é sinal que estou com um vácuo desgraçado de amor próprio. É tipo o que os heróis veteranos sempre fazem quando estão na mó de baixo. Só que eu não sou minimamente heróica.
 
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#_114
Visitar o belogue de alguém é uma excelente forma de enganar a saudade.
 
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#_113 - Acerca da minha Frase de Apresentação do MSN
"Correram cortinas de todas as hipóteses que eu podia ver da rua" - AC

- a tua frase rula
qual e a musica
- música?
- n e duma musica?
- claro que não, é de um livro!
- o boss AC escreveu um livro? o_O


Esta foi talvez a piada do ano.
 
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Thursday, October 05, 2006
#_112 - Acerca deste Feriado
Mas qual Implantação da República, qual carapuça! Hoje é feriado pra celebrar a rua da Esfinge! E volto a frisar: da Esfinge. Minha, porque eu cá estou. Ou costumo estar.

E agora alguém pergunta: então mas, se assim é, porque é que já era feriado a 5 de outubro antes de aí morares, aliás, até antes de os teus progenitores nascerem? Pá, tá na cara. O Nostradamus disse "há-de nascer um ser fantástico com instintos de cereal killer, um ser que um dia há-de habitar a 5 de outubro." Ora aqui coloca-se outra questão: o Nostradamus já morreu há muitos anos, então esta antiga profecia devia ter sido decifrada assim há uns séculozitos. Yup, até concordo. Mas a questão é que estamos em Portugal. E o bom português, que leva tudo à letra, precisa de muito tempo pra entender cenas non sense. Tipo, habitar a 5 de outubro. Cá em Portugal habita-se um T0, vá lá um T1, habita-se debaixo da ponte, mas realmente a, se quiserem, metáfora de habitar uma data já é exigir muito. Claro que alguém teve uma aparição - é, o Vergílio Ferreira aka Alberto Soares devia pensar que era especial, então... - e, para não alarmar a população, - sim, que os X-Files e afins são cenas que já vêm de 1907, a gente é que não sabe pra não nos sentirmos (ainda mais) discriminados. Aliás, o regicídio no ano seguinte foi exactamente por isso. Os empregados do rei também queriam ter TV Cabo e net pra verem pornografia no conforto de suas casitas, o gajo fez birra, "não, não, não, empgegados não! O el-gey sou eu!" e pronto, olha... Eles chatearam-se! (Pá, também eu me chateava. Embora eu dispense a pornografia e tal. Mas injustiça é injustiça! =/) Chatearam-se, dizia eu, e com razão. Se eles até já sabiam da profecia do coelhinho que havia de vir numa manhã de nevoeiro... - esse alguém achou que sim, que era boa ideia criar à pressão um feriado, encobrindo ao povo a verdadeira razão, para me agradarem subtilmente, tal como eu gosto, na esperança de eu não devastar a cidade. Eh, mais uma vez cá está: estamos em Portugal. Claro que não há orçamento pra me fazerem uma estátua. Mas pronto, meu povo, aprecio a humildade e agradeço a atenção. Obrigado por tudo =)*
 
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#_111 - Corredor vazio
Por entre horas esquecidas, o meu olhar extático. Sem luz e sem quem por ele passe, não lhe encontro motivo.
Que se passa connosco? Corremos sem cessar em direcções opostas, todos nós, como se a pausa para tomar o fôlego ou encarar o reflexo na água fosse tão mais apopléctica que a própria fuga…
Sinto que, por mais que me expresse, indico sempre o mesmo sentido, procedo apenas à repetição dos mesmos ecos por novos verbos ou imagens; por mais que me esforce, transmito este mesmo universo demasiado longínquo ou desfocado para ser concebido.
Relembro, sim. Julguei a dedo quem me disse algumas verdades, e tenho-o presente. Quem me disse as verdades do mundo. Porque as minhas, por serem minhas, ficam comigo. Às vezes, creio, ser, ser realmente, na sua essência, é sinónimo de estar só.
Por outro lado, a verdade nem sempre pertence à razão: também pertence ao sentir. Por isso, a verdade é uma forma de colisão - cada ser possui uma forma única de sentir, pétalas de distinta essência.
De facto, até cada pedaço de tempo tem Alma, e, se pararmos e prestarmos atenção, sentimo-lo; mas, mais uma vez, parece mais fácil correr, parece mais fácil ocupar o tempo para que ele não nos ocupe a nós.
Em concordância estão os dias em que só existimos: marcamos presença no grande livro de ponto da vida e depois andamos por aí, desconhecendo, secretamente, quem somos quando fazem a chamada. Não sei se esses dias são funestos, se, de alguma forma, bem-aventurados; talvez sejam somente uma passagem, talvez apenas o justo contraste.
Indago: seremos nós quem acende as chamas do abismo que nos consome? De mão dada, o sim e o não atiram-se para o precipício e as cinzas e as chamas dançam, anfitriãs, no combate do olhar das duas faces do tempo. Herdamos somente o ponto de interrogação; ouvimos verdades ao longe.
 
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#_110 - Ó vocês a gramarem com todo um episódio de Touching Evil repartido em 10 xD
Naturalmente que não se vai ver nada quando se abrir o belogue. Mas quem espera sempre alcança... xD





















Porque o David é, pura e simplesmente, o máiôr! xD
 
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Wednesday, October 04, 2006
#_109 - Acerca das Tatuagens
Um dos inventos mais geniais de sempre são as tatuagens. Aliás, eu acho que toda gente devia mandar tatuar o nome do seu amado do braço. Mas, de preferência, no braço que corresponda à mão com que não se escreve.

...que é para depois, se a coisa correr mal, e se a cirurgia estética não poder ajudar, poder arrancar-se o braço sem remorsos.
 
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#_108 - Conjectura
Às vezes dá-me uma vontade de gritar a plenos pulmões. Deve ser por isso que deus me envia muitas amigdalites. No fundo, o gajo é mais esperto do que parece.
 
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#_107 - Queen - Bohemian Rhapsody


Is this the real life?
Is this just fantasy?
Caught in a landslide,
No escape from reality...
Open your eyes,
Look up to the skies and see...


Para mim, uma das melhores bandas de todos os tempos.
 
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Tuesday, October 03, 2006
#_106
Durante uma fase prematura da nossa vida, somos induzidos a idealizar o futuro a todos os níveis, a ter alguém que admiramos tanto, que esse tanto se converte em algo muito próximo de uma doce e secreta apoteose.
Crescer, por vezes, também significa atravessar entre nós e tais divindades a bandeira da nossa independência e seguirmos em frente, em busca do nosso próprio Olimpo: sermos donos absolutos dos nossos universos, por vontade e direito, e ditarmos as nossas leis sem reunir um concílio.
 
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#_105
Começo a perceber demasiado disto. E isso preocupa-me.
 
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#_104 - Beware of That Terrible Sphinx Behind Yaaaaaaaa o.Ô


Numa madrugada como tantas outras, uma Esfinge sem sono aproxima-se de uma criancinha inocente, que desfruta de um doce e profundo soninho (neste caso, a sua própria irmã) e marca-a para todo o sempre...











Cuidado, a próxima pode ser a sua. A próxima vítima pode ser você.









'
'
'
'
'
'
'
'
Ok, nunca pensei dizer uma coisa destas assim, mas preciso desesperadamente de aulas. OMG, helpeeeem-meeee o.Ô
 
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Monday, October 02, 2006
#_103
É diferente? Não, apenas variavelmente igual.
 
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