Sunday, December 31, 2006
#_300 - Imagine =)


Sinceramente nunca vi a transição de ano como algo mais que isso mesmo.

...mas que é da vida sem o sonho?

Feliz 2007
 
posted by Esfinge at 21:49 | Permalink | 3 comments
#_299 - "De boas intenções..."
Acabo de perceber que desejei um feliz 2006 a uma colega de turma.

Definitivamente, é por estas e por outras que me torno odiável.
 
posted by Esfinge at 20:42 | Permalink | 4 comments
#_298
Atribui o definir ao intelecto e condenei-o, por isso, como destruidor de conceitos axiológicos. Mas não é a definição, a concretização a busca de uma vida em si? - a definição e a concretização da nossa realidade, ao menos...? Então de que é que fugimos afinal?
O intelecto é um intérprete: é ele quem nos abre passagem ao saber, dando a oportunidade de aprender e expressar: os mercenários somos nós.

LXX, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 19:20 | Permalink | 0 comments
#_297
O entendimento profundo das coisas é uma bênção que o mundo sempre renega: o seu portador é um arauto amaldiçoado.

O mundo quer permanecer mundo.

LXIX, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 18:50 | Permalink | 0 comments
Friday, December 29, 2006
#_296 - Formas Non Sense de Matar O Tempo X
Acessar a este site e fazer uns testes. Aconselho. ...a quem sabe inglês xD

Take Free Personality Disorder Test
personality tests by similarminds.com


Career Inventory Test Results

Extroversion50%
Emotional Stability50%
Orderliness30%
Altruism56%
Inquisitiveness70%

You are an Idealist, possible professions include - information-graphics designer, college professor, researcher, legal mediator, social worker, holistic health practitioner, occupational therapist, diversity manager, human resource development specialist, employment development specialist, minister/priest/rabbi, missionary, psychologist, writer
Take Free Career Test
personality tests by similarminds.com


Cattell's 16 Factor Test Results
Warmth70%
Intellect86%
Emotional Stability42%
Aggressiveness62%
Liveliness74%
Dutifulness62%
Social Assertiveness58%
Sensitivity86%
Paranoia70%
Abstractness90%
Introversion74%
Anxiety86%
Openmindedness90%
Independence62%
Perfectionism66%
Tension46%
Take Cattell 16 Factor Test (similar to 16pf)
personality tests by similarminds.com


Take Free Advanced Global Personality Test
personality tests by similarminds.com

Locus of Control Test Results
Internal Locus (28%) Individual believes that their life is defined more by their decisions and internal drive.
External Locus (72%) Individual believes that their life is defined more by genetics, environment, fate, or other external factors.
Take Free Locus of Control Test
personality tests by similarminds.com



Maslow Inventory Results
Physiological Needs (27%) you appear to have everything you need to survive physically.
Safety Needs (64%) you appear to have a very unsecure environment.
Love Needs (57%) you appear to be semi-content with the quality of your social connections.
Esteem Needs (47%) you appear to have a medium level of skill competence.
Self-Actualization (58%) you appear to have an average level of individual development.
Take Free Maslow Inventory Test
personality tests by similarminds.com


Indie Personality Test Results
64% Indie
Scoring highly suggests you are likely to be very liberal, independent minded, self identify as an outsider, shun materialism and popular culture, and have an aversion to organized religion. While high scorers are more intellectual than average, they are probably more artistically astute than intellectually avante guard (i.e. they are more likely to know of new interesting new bands/artists/writers than the best way to extract energy from a hydrogen atom. Low scorers, will generally tend towards the opposite of the above. They will tend to be more materialistic, conservative, corporate friendly, social and are more likely to be religious.
Take Free Indie Personality Test
personality tests by similarminds.com


Cerebral Personality Test Results
74% Cerebral
Scoring highly suggests you are likely to be very inquisitive, exploring, scientific, contemplative, self-examining, and philosophical. Low scorers, will generally tend towards the opposite of the above. They will tend to be more conventional, less curious and analytical, less focused on the big picture / global variables, and more comfortable identifying as part of maintream culture.
Take Free Cerebral Personality Test
personality tests by similarminds.com
 
posted by Esfinge at 21:08 | Permalink | 0 comments
#_295

Pah, mantenho o que disse: tu ficas com a música e eu fico com o Jóni xD
 
posted by Esfinge at 02:39 | Permalink | 0 comments
Thursday, December 28, 2006
#_294 - Amor Fraternal
"Ena pá, ena pá, ena pá... Yesss!!! Matei a esfingeeeeee!"

As coisas que uma pessoa ouve... Eheheheh xD
 
posted by Esfinge at 21:10 | Permalink | 2 comments
#_293 - O Maravilhoso Mundo do Hi 5
Há quem rebole para ter uma das 450 Floribellas, FF's, Cifrões, Beneditas aka Benis (lindo, lindo, lindo! xD), etc. como amigo por lá. Aliás, o ser socialmente aceite passa por ser amigo da Floribella Abreu e do Cifrão Milho: diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és.

Aquilo é só pra quem pode, pah...
 
posted by Esfinge at 19:38 | Permalink | 0 comments
#_292
A vida é a distracção da existência: está talvez para esta como a arte para o quotidiano - ou mesmo para a metafísica. Enquanto, aparentemente, a vida implica acção e envolvimento, a existência, estando em nós, transcende-nos - afinal a vida é uma escolha; já a existência em si não o foi.
Viver é estar em constante influência. Somos inspirados por certos gestos, certos actos, certas palavras: apreendemo-los e acabamos a vestir-nos deles - por isso, toda a inspiração é um estado de espírito.
O que nos inspira, por seu lado, não é o que está sob a égide de certos gestos, certos actos ou certas palavras: é a sua actuação - afinal todos os gestos, passos e palavras são uma representação: fora de nós, em particular, somos meros actores de nós próprios.
Assim, a personalidade é a arte do ser e o ser é uma construção - mas uma construção quimérica, afinal, vivendo, vivemos ao contrário de nós, com o olhar direccionado para a ilusão de que estamos a ser o mais fiel reflexo de quem somos: nem isso...!
À luz da verdade, os valores convertem-se em códigos, ideais de conduta. O próprio bem e o mal não existem, são somente uma forma de definir o equilíbrio perfeito - ou antes a fé nalguma coisa. A própria fé, ou ainda a confiança, é uma intersecção casual na grande teia do "eu", um jogo de interesses subtil ou um fraquejar aceso no individualismo. Nada existe proveniente do ser em si. Tudo são meios, modos e estados de espíritos.
Creio, por tudo isso, que embriagamos a existência de vida e a vida de sentidos para nos distanciarmos da nudez do nada que constituimos - ou que nos constitui.

Post Scriptum:

Pessoa - máscara, do latim persona, traduz o grego prosopon.

LXVIII, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 00:20 | Permalink | 0 comments
#_291 - Utilização do Belogue na Sua Vertente de Corta Vícios
Coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinho, coisinhoooo, cOiSiNhO, CoiSinHo, c0!5!nh0, coisinho, coisinho.

É que isto já estava a tornar-se constrangedor... as pessoas têm nome pah xD
 
posted by Esfinge at 00:09 | Permalink | 0 comments
Wednesday, December 27, 2006
#_290
...de qualquer forma, eras uma hiena.
 
posted by Esfinge at 20:11 | Permalink | 0 comments
#_289
As pessoas querem ouvir que gostamos delas por aquilo que elas são. A verdade é que gostamos delas por (meio d)aquilo que nós somos.

LXVII, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 19:56 | Permalink | 0 comments
#_288 - "...mas ontem era um dia especial."
Poisé, tu ontem fazias 6 meses. É um sinal, Têó: eu sei que me vou esquecer do teu aniversário. E isso é realmente mau, porque eu não sei se vais ter dois. O mundo é cruel. E, no fundo, a culpa é do Luís.
 
posted by Esfinge at 01:34 | Permalink | 9 comments
#_287
Porque é que estás a olhar assim pra mim? Eu só continuo aqui porque o Dr. House já começou, e se sair perco legendas. Um mau vício que estou a criar por causa do site do Luís ter tv online. No fundo, a culpa é dele.
 
posted by Esfinge at 01:28 | Permalink | 0 comments
Tuesday, December 26, 2006
#_286
Submeteram a exame as minhas palavras, querendo significar que confundia o agógico fulcral com uma sede incessante de tecer poesia. Contrariamente, enfastia-me essa noção de sublime: cansa-me e cansam-me todos aqueles que tecem poesia à sua volta se é para os outros verem que a há.
Em boa verdade, as minhas palavras estão para o mundo como eu estou para o enigma: porque haverei eu de querer que sejam uma passagem a céu aberto por entre as paredes da minha Alma? Não! Antes conservo no meu dialecto o meu reflexo: cada étimo repousa no átrio da minha Tebas, guardiã do meu universo enleado... Triunfante. Subtil.

LXVI, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 21:28 | Permalink | 0 comments
Monday, December 25, 2006
#_285
Ser (parecer) perfeito é ser hipócrita.

LXV, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 15:01 | Permalink | 0 comments
#_284 - Happy Xmas (War is Over) - Jonh Lennon


...a parte do Natal de que ninguém se lembra.
 
posted by Esfinge at 14:39 | Permalink | 0 comments
Sunday, December 24, 2006
#_283 - Feliz Nataaaaaaal!

Feliz Natal a todos =)*
 
posted by Esfinge at 19:45 | Permalink | 2 comments
Saturday, December 23, 2006
#_281
Proclamo-me hoje soberana da minha realidade: o meu trono é do material que eu quiser que ele seja e a minha coroa é a lucidez de não abraçar aquele estatuto.
Como se nunca antes tivesse visto o mundo, depus estes cenários. Permito-me finalmente a pintar o quadro onde vivo com os traços e cores (com o ânimo) de que somente o meu olhar é inventor; do gelo que se apoderou do solo, esculpi as minhas estátuas esta estação.
O mundo é exactamente igual antes e depois de proferir (estas) palavras. Mas há nele agora mais distância para percorrer até mim: num grande reino, o último a cair é o rei.

LXIV, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 23:58 | Permalink | 0 comments
#_280
O tempo nunca resolve as coisas, isso é uma frase feita. Em si, este é uma forma categórica de organização e, ainda que seja um palco, não é ele que nos dita os gestos e passos: cronometra. Viver na sua égide é viver na sombra.

LXIII, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto

 
posted by Esfinge at 20:54 | Permalink | 0 comments
#_279
O problema pode ser a solução em si.

LXII, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 20:52 | Permalink | 5 comments
Friday, December 22, 2006
#_278 - Paradoxo
Ingressar em Direito é como cometer um crime demasiado grave e ter uma pulseira que explode se nos afastamos mais de dois minutos dos livros.
 
posted by Esfinge at 16:27 | Permalink | 0 comments
Thursday, December 21, 2006
#_277 - Antecipação
...e vai daí que decidi fazer também o meu hi5, antes que os meus amigos me comecem a ostracizar.

»» Ver
 
posted by Esfinge at 19:03 | Permalink | 0 comments
#_276 - A frase do dia
"Acabei de me bloquear mim mesmo. Estava a ser muito chato..."
 
posted by Esfinge at 15:05 | Permalink | 0 comments
#_275
Deve ser a centésima vez que abro um pulso pelo simples gesto de pegar num dos meus livros de Direito.

Fantasio maliciosamente como seria se eu pudesse exigir indemnizações ao reitor por estes acidentes de trabalho.
 
posted by Esfinge at 14:00 | Permalink | 0 comments
Wednesday, December 20, 2006
#_274
Todos as buscas são egoístas e egocêntricas na medida em que buscamos sempre um pedestal para servir de estrado ao fim que nos move, algo que nos metamorfoseie numa luz que ofusque todas as outras.
Todos os passos são egoístas e egocêntricos na medida em que caminhamos somente por nós, ao sabor de expectativas e sonhos - nossos. Se damos a mão e desviamos alguém do abismo é porque queremos que nos acompanhe: como as grandes estátuas que esculpiam os Antigos, suavizam e ornamentam o agreste trilho ao olhar. Negar isto é vestir um eufemismo. Revoltar-se é ser ingénuo.
Posto isto, há apenas quatro modos de vida: vendarmos os olhos e ansiarmos fazermos a diferença (porque, ansiando antes que assim não seja, é remeter o olhar para nós), embriagarmo-nos de nós, apartarmo-nos ou negarmo-nos - só que, negando-nos, também nos estamos a embriagar de nós, afinal, tudo o que fazemos ou é acção ou reacção nossa, por nós ou para nós, fruto de uma ideia nossa.
A arte é, para mim, o único modo de vida. Na arte não ponho expectativa: se a ponho deveras, ponho-a em mim. Porém, quando escrevo, desencontro-me da expectativa: ou, pelo menos, olvido-me de que a há; inebrio-me do sonho e vivo outras vidas, caminho noutros trilhos diversos do meu; permuto o aglomerado de confusas ideias que me povoam pelo negro esquecimento que me toma enquanto me arremesso do topo do mundo para as linhas de uma folha estrangeira.
Estranhamente, como me lembraste, as palavras não fui eu quem as criou: nem os conceitos: nem as imagens - por tudo isso, nunca poderei criar nada. Sou somente a projecção do jogo das cores no quadro. Mas também a minha sensibilidade não é minha: adquiri-a, como esta folha adquire traços. O meu conhecimento também não é meu, porque me confrontei com o mundo antes de ser eu: adquiri-o como estes traços adquirem acepção. E é por isto que sou eu, porque em boa verdade, eu, por mim, não sou nada. Por mais arte que (re)crie, este nunca será o meu legado - escrevo assim por acidente.

Somos tecidos tão cuidadosamente pelas mãos da Ilusão que nos olvidamos que não somos mais que isso e quase, quase nos ultrapassamos: mas quando o fazemos, ela atropela-nos.

LXI, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 23:58 | Permalink | 1 comments
#_273 - Bengala, precisa-se!
Bom... Se esta posta sensibilizar alguém, depois só me falta treinar a ironia e o mau humor.

Talvez ainda tenha sorte e me convidem para fazer de filha do Dr. House.

Maldita perna.
 
posted by Esfinge at 23:42 | Permalink | 0 comments
Tuesday, December 19, 2006
#_272 - A exclamação do dia
"É a primeira vez que eu mato um preto!"

citando a minha irmã, enquanto jogava o Outcast
 
posted by Esfinge at 18:50 | Permalink | 0 comments
#_271
A minha irmã acaba de me dizer que queria um belogue como o meu pelo natal. Sinto que começou. Será possível que tenhamos os mesmos genes existencialistas e esquizofrénicos? Crise.
 
posted by Esfinge at 18:28 | Permalink | 0 comments
#_270
E eu acho que já disse isto algures, mas aquilo que realmente me fascina no Star Wars é que o único filme que conheço em que os maus são asmáticos.
 
posted by Esfinge at 16:21 | Permalink | 0 comments
#_269 - Tese
Importante: deve ouvir-se uma música lamechas enquanto se lê esta posta, tipo "What's Left Of Me" de Nick Lachey.

Cá pra mim, aquela cena do Senhor dos Anéis é uma alegoria com a mensagem muito, muito subtil de que não nos devemos casar, se não vejamos: primeiro não pensam noutra coisa se não no anel, enquanto não o têm com eles, não descansam, e, quando finalmente o têm, vêm-se aflitos, aflitíssimos para se verem livres dele, sob pena de, caso não conseguirem, o mundo acabar.

Naaaa, a mim não me enganam xD
 
posted by Esfinge at 15:59 | Permalink | 0 comments
#_268
O eterno litígio entre quem lê e quem escreve é que quem escreve, mais que criar, procura evadir-se, transfigurar-se ou projectar-se - porque toda a escrita detém cunho pessoal e parte da essência - e quem lê procura ou conforto, ou identificação ou mensagem.
Ao contrário do que todos julgam, são linhas que se interseccionam vaga, demasiado vagamente: talvez nem cheguem a tocar-se, de facto. Mais: talvez sejam universos opostos e em permanente contradição.
Por isso, como aquele que abdicou da azáfama para se buscar ou para buscar algo maior que a si próprio, escrevo de costas voltadas para tudo e todos, por ser somente no silêncio e com a devida distância que se vê com lucidez. Sou eu quem está nestas palavras, nestes conceitos. É por mim e para comigo que escrevo, pois só eu entendo deveras do que falo.
Com efeito, as palavras são como nuvens: uns sonham belos cavalos nas suas formas enquanto outros imaginam grandes árvores e aqueles, ainda, imperiosos dragões. Mas são só nuvens, sem serem outra coisa que não nuvens - outra coisa que não são, exactamente por serem nuvens.
Não procuro deixar uma mensagem. Escrevo porque está em mim, escrevo porque tenho os dedos ávidos de escrita e o pensamento carregado de ideias. Escrevo-me. Mas escrevo sem intento porque aprendi a viver sem expectativa. E quando não nos enlaçam as amarras da expectativa, somos verdadeiramente livres. Por isso, como estas e todas as minhas palavras chegam ao universo de quem as lê, é algo exterior e indepente de mim e da minha arte.
Busquei, então, uma justificação: o que me move afinal a expressar-me ante vós, se sei que fora de mim as palavras são como criaturas marítimas a quem será vedado o seu verdadeiro universo e se sei que na mente que lhes der abrigo por um momento as levará para uma esfera que não é sua, corrompendo-as, por as ver diversas de mim, se sei até que o espectador vive absorto da minha busca subjacente e eu da sua...?
Ser é sinónimo de estar só, porque as acções não reflectem a essência e, mais uma vez, esta nunca, jamais se espelhará verdadeiramente no olhar de outra essência. Já o acto de escrever - não a escrita - é, por si só, sinónimo de estar uno, fôssemos o pintor, a tela e a tinta, tudo num momento, e num momento o mundo quase nos abraçasse também, nem que seja enquanto cenário - talvez palco.
Quando termino o meu quadro, por fim, passeio-me até à minha rua e consagro-lhe a minha arte, mas apenas por reflexo. Não procuro impor o meu surrealismo ou sequer fazê-lo envolver suavemente o meu espectador: não procuro, pois não faz parte. Caminhamos um pelo outro porque a coincidência nos deu as mãos à mesma hora: deixemos a poesia para os poetas. Faço-o porque enquanto caminho e vou sentindo cada pedra da calçada por baixo de mim, enquanto coloco o meu esboço num local onde todos que por mim passarem poderão contemplar, olvido-me de que tenho as mãos geladas. É o mero modo de vida de uma forasteira - há muito que não sirvo a propósitos.

LX, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 03:37 | Permalink | 0 comments
#_267 - "Feels like home"
Isto de se ter net, em casa, e aceder através do nosso portátil, tem outra classe.
 
posted by Esfinge at 01:53 | Permalink | 0 comments
#_266 - Raio-X
Salva, mais uma vez, pelos apontamentos da Lista S.

Cá pra mim aquilo foi um isco pra caçar votos.
 
posted by Esfinge at 01:41 | Permalink | 0 comments
#_265
E hoje reparei num moço que mascava pastilha elástica. E ocorreu-me que as pastilhas elásticas são feitas de petróleo.
No outro dia, a Marisa disse que o petróleo vem dos fósseis. E ocorreu-me que os fósseis são animais mortos e deteriorados há milhões e milhões de anos.

Questão chave: Será que ele tinha/tem noção que saborear aquela pastilha equivale a saborear a patinha de um dinossauro deteriorado há milhões e milhões de anos, só que com corantes, conservantes e aroma de, sei lá, menta?

Mmm, i wonder...
 
posted by Esfinge at 01:41 | Permalink | 0 comments
#_264 - A Banda do Ano


Depois dos Dzr't *gritinhos histéricos*, FF *gritinhos histéricos*, Tiago *gritinhos histéricos*, Floribella *gritinhos histéricos*, eis que chega a vez dos 4Taste *gritinhos histéricos* brilharem e editarem um cd! Iupi!

P.S.: A minha mãe perguntou-me se queria o cd deles. OMG... Ainda estou em estado de choque... o.Ô
 
posted by Esfinge at 01:12 | Permalink | 0 comments
Monday, December 18, 2006
#_263 - "Como é que vences uma depressão?"
Eu faço sempre assim: faço de conta que sou o Frodo, e que se não me levantar o mundo acaba xD
 
posted by Esfinge at 20:25 | Permalink | 0 comments
#_262 - "O ógurte is báque!" (título by Decas)
Camaradas,

Após uma tonelada e meia de mensagens desesperadas, - sim, porque Esfinge & Apoteose do Non Sense são já nomes de grande referência pela belogosfera =P - cá estamos de volta para esclarecer e repor a verdade.
Não, nós não fomos bombardeados, não fomos feitos reféns por uma sociedade secreta nem nada que se pareça. Só que desaparecemos sorrateiramente et voilá, ficou logo tudo tonto. Respirem fundo. Calma. Estamos vivos e de boa saúde, para grande desgosto da concorrência (muahahahaahhah!).

Eu só me retirei dois dias e o meu belogue, por ser meu, veio comigo.

Ou já não se pode ter férias? o.Ô
 
posted by Esfinge at 20:05 | Permalink | 0 comments
Sunday, December 17, 2006
#_261
Nunca amamos alguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isto é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa. O onanista é abjecto, mas, em exacta verdade, o onanista é a perfeita expressão lógica do amoroso. É o único que não disfarça nem se engana.
As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade. No próprio acto em que nos conhecemos, nos desconhecemos. Dizem os dois "amo-te" ou pensam-no e sentem-no por troca, e cada um quer dizer uma ideia diferente, uma vida diferente, até, porventura, uma cor ou um aroma diferente, na soma abstracta de impressões que constitui a actividade da alma.
Estou hoje lúcido como se não existisse. Meu pensamento é em claro como um esqueleto, sem os trapos carnais da ilusão de exprimir. E estas considerações, que formo e abandono, não nasceram de coisa alguma - de coisa alguma, pelo menos, que me esteja na plateia da consciência. (...)

112, Livro do Desassossego, Bernardo Soares
 
posted by Esfinge at 11:35 | Permalink | 0 comments
Saturday, December 16, 2006
#_260
Eu não falo porque a minha realidade fora de mim é uma distorção.

LIX, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 20:15 | Permalink | 0 comments
#_259 - Tréguas

Eu prometo que me porto bem. Prometo que me transformo numa boa menina: vou às aulas, sei lá, se for preciso, aplico-me tanto que até tiro um 18 nos exames finais de História do Direito e Economia Política. Não me importo sequer de vestir uma camisola a dizer "yo, o reitor é o meu herói", com pins a condizer e tudo!

Mas por favor não me obriguem a frequentar aulas de Medicina Legaaaal! o.Ô

Causas deste histerismo todo aqui, mais precisamente no 4º pontinho...
 
posted by Esfinge at 19:27 | Permalink | 1 comments
Thursday, December 14, 2006
#_258 - Muitos, Muitos Parabéns...
...ao Pedro S. =D

Rapaz, estás a ficar velhote! (eheheheh kidding ;))
Que te desejo tudo de bom não é novidade. Mas isso não basta: de que servem ao marinheiro bons ventos, se, ao soprarem, ele entrega o comando do seu navio à Fortuna? Sê o porto, sê o vento, sê o céu inteiro, sê o navio, sê o marinheiro: sê... E, acima de tudo, vive o teu ser.

P.S.: Um grande obrigado por tudo.

Feliz cumpleaños, chico =)*

A.F.
 
posted by Esfinge at 23:20 | Permalink | 0 comments
Wednesday, December 13, 2006
#_257
»» Baile de Máscaras

Como que fora do cenário, num universo alternativo, deito-me, no agreste chão do império dela, e fico a olhá-lo, a contemplá-lo longamente... Não é permitido a um imperador demonstrar fragilidade à sua corte, por isso, aqui estou eu, que nada sou.
Amordaço a vontade de ali permanecer e iço-a como uma vela ao vento. E tivesse o vento soprado deveras, todos sorriem, e eu erijo-me por fim do seu sólio. Passeio-me agora por entre o longo baile.

Um, dois, três... Um, dois, três... Um, dois, três... Um, dois, três...

No palco do meu olhar, toda a sua graça, todo o movimento aceso em passos espirais, uma dança ininterrupta, até que algo denuncia a minha presença. Estende-me a mão e convida-me a conhecer o eirado. Desenha-se no horizonte um encantador jardim, guarnecido de infinitas rosas.

- É tão bonito visto daqui, não é?
- Assim o dita o olhar. E se fechardes os olhos?

Debruça-se sob o eirado, alcança uma das rosas e dedica-ma.

- Subsiste ainda o aroma.
- Mas nem todos o sentem...
- Não deveras.
- Que vedes vós quando participais daquele baile?
- Vejo alegria divida pela plebe. E vós, majestade?
- Eu... desvio-lhes as máscaras e compreendo-me cercada por uma corte de espadas.

LVIII, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 20:00 | Permalink | 3 comments
#_256
Às vezes ouvir as notícias faz-me ter medo de sair à rua.
 
posted by Esfinge at 16:05 | Permalink | 4 comments
#_255 - Eu Posso Ser A Próxima Picassa!
É verdade, como disse algures, faltavam-me bocados de tinta preta nas unhas.

E como sou uma artista, pintei por cima.
 
posted by Esfinge at 08:37 | Permalink | 2 comments
#_254 - Linkin Park - Numb


I'm tired of being what you want me to be
Feeling so faithless lost under the surface
Don't know what you're expecting of me
Put under the pressure of walking in your shoes
(Caught in the undertow just caught in the undertow)
Every step that I take is another mistake to you
(Caught in the undertow just caught in the undertow)

[Chorus]
I've become so numb I can't feel you there
Become so tired so much more aware
I'm becoming this all I want to do
Is be more like me and be less like you

Can't you see that you're smothering me
Holding too tightly afraid to lose control
Cause everything that you thought I would be
Has fallen apart right in front of you
(Caught in the undertow just caught in the undertow)
Every step that I take is another mistake to you
(Caught in the undertow just caught in the undertow)
And every second I waste is more than I can take

[Chorus]
I've become so numb I can't feel you there
Become so tired so much more aware
I'm becoming this all I want to do
Is be more like me and be less like you

And I know
I may end up failing too
But I know
You were just like me with someone disappointed in you

[Chorus]
I've become so numb I can't feel you there
Become so tired so much more aware
I'm becoming this all I want to do
Is be more like me and be less like you

[Chorus]
I've become so numb I can't feel you there
I'm tired of being what you want me to be
I've become so numb I can't feel you there
I'm tired of being what you want me to be
 
posted by Esfinge at 08:28 | Permalink | 2 comments
#_253
Às vezes tenho a leve sensação de que os Deuses se limitam ao copy paste na minha vida.
 
posted by Esfinge at 08:24 | Permalink | 2 comments
Tuesday, December 12, 2006
#_252 - Formas Non Sense de Matar O Tempo IX
Acessar este site e inscrever-se num curso de grego. E há grego antigo prós mais intelectuais! =D

P.S.: Se alguém se juntar, que me avise, podemos fazer cábulas e trocas de apontamentos. Máximo sigilo, logos de Esfinge.
 
posted by Esfinge at 19:44 | Permalink | 2 comments
#_251 - Tédio, tédio, tédio
Escrevo esta posta enquanto como bolachinhas de canela, daquelas com forminhas queridas, ideais para as criancinhas ficarem com dores de barriga. Venho entre 15 a 30 vezes por hora à net procurar o significado de palavras que demoro meia hora pra conseguir ler em voz alta, depressa e sem gaguejar. Ouço Beethoven. Odeio economia política. Tenho as mãos geladas, mal as sinto. Continuo a usar as luvas da minha irmã enquanto ela cá não está. Continuo a sentir-me um texugo gordo por baixo destas 40 camisolas. Vou escrevendo as minhas coisas num caderno A6, cinzento. Só a minha irmã sabe onde o guardo, peço-lhe sempre que mo vá buscar. Deixo sempre lá a lapiseira, presa nas argolinhas. A minha lapiseira é preta. Tenho saudades da minha lapiseira verde. Acho que a perdi algures. Mas agora também não sei se combina com o meu estado de espírito. Preciso de mais minas. Drama. Estou a ficar sem pacotes de leite com chocolate. Crise. Às vezes penso para comigo: "quem me dera ser acéfala". Mas depois lembro-me do que disse a Decas. E vejo-a com a tal batinha branca, moto-serra nas mãos, a proferir um impío muahahahahahah e a correr atrás de mim, "anda cá, Esfingeeeeee!". Claro que me apanhava, eu tenho uma desvantagem de cerca de 20 cms de perna, e a meio de uma volta ao estádio dali de baixo já quase necessito de uma máscara respiratória. Terror. Tenho umas garras enormes, pintar as unhas de preto foi a loucura. Não as pinto há uma ou duas semanas, já se vê a tonalidade natural. Também não tenho acetona e tenho mais que fazer que arrancar isto com os dentes. Tem de ser este verão, tem de ser este verão, tem de ser este verão - digo pra mim. E vai ser este verão. E pronto! Pareço um leão com esta juba toda. Se um dia rapo o cabelo ou faço uma crista já ninguém me reconhece. E já que falei nisso, votações aí na ceninha dos comentários. Liberdade. Prisão. O urso da minha irmã é excelente pra fazer de almofada. Grande prenda que o Pedro lhe deu. Sempre gostei do rapaz. Claro que ainda não me esqueci da martelada do caça às topeiras que ela me deu, e que foi prenda dele. Malvado - embora seja das parcas pessoas da família que curto. Devia escrever à minha madrinha. Desvantagens de ter 18: reparam no que fazemos e já não nos enviam Barbies. Um dos meu porta-chaves é um E. O outro é uma patinha de plástico, vermelha, fundo branco. O outro, há-de ser um mini peluche. Mas é conforme o click. Ainda estou de luto pela perda do meu elefante. Adorava-o, era uma bola com pés, trombinha e gigantescas orelhas. E por falar nisso, eu consigo mexer as orelhas. A esquerda individualmente e tudo. Adoro as cortinas e os varões do meu quarto. São quase iguais aos da minha irmã. Quase. Mas não são iguais, como teima a minha mãe. E reparei nisso porque costumo passar aqui o dia. Estudo economia, estudo o raio que me parta, escrevo, risco, rasuro, reescrevo, apago, estudo, esquematizo, sintetizo, estudo, escrevo, analiso, paraliso. O pior é parar. Anestesia. Acorda, acorda, acorda, ac...

"Sempre a mesma vida encalhada nesse sempre..."
 
posted by Esfinge at 17:33 | Permalink | 7 comments
#_250 - Vocês estão perante uma preciosidade.


My blog is worth $2,822.70.
How much is your blog worth?



(No fundo esta posta serve pra compensar o facto de o meu belogue agora ter ascendido à categoria de "belogue maçador com autoplay irritante". Mas isso é segredo.)
 
posted by Esfinge at 13:42 | Permalink | 0 comments
Monday, December 11, 2006
#_249 - Beethoven
Ludwig van Beethoven* (1770 - 1827)

Muitas palavras se poderiam escrever com o desígnio de discorrer acerca deste magnificente compositor alemão. Já a mim, parecem-me vagas... vãs.
Segundo a Wikipédia, Beethoven "compôs cerca de 44 obras musicais em total surdez." Ainda que quisesse... que mais posso eu dizer face a isto?

Um homem que viva num universo de melodia jamais se deixará envolver verdadeiramente pelas amarras do silêncio...

Ouvir aqui: http://filelodge.bolt.com/files/room20/527594/over750/Classical - Beethoven - 8th symphony.WMA

Impossíveis? Mmmm...

*Beethoven, pintura de Joseph Karl Stieler
(Ao som da 8ª Sinfonia de Beethoven)
 
posted by Esfinge at 15:50 | Permalink | 0 comments
#_248
Uma das coisas que aprecio na minha irmã é que ela é tão patuda que, mesmo tendo oito anos, as luvas dela servem-me.

(O que é gratificante, porque quem me conhece sabe que as minhas luvas não têm dedos.)
E, já agora, uma questão a ponderar: as (vossas) luvas têm dedos? o.Ô
 
posted by Esfinge at 15:49 | Permalink | 0 comments
#_247 - Intelectualidades
Vir à net com o exclusivo propósito de procurar o significado do termo "caciquismo". Ao som de Beethoven.

Tsss... É que só faltam mesmo os oculinhos xD
 
posted by Esfinge at 15:48 | Permalink | 0 comments
Sunday, December 10, 2006
#_246 - Roam-se, nós somos bons xD


(Cá pra mim, estes dois belogues já estiveram mais longe de dar o nó, o destino está a fazer das dele xD)
 
posted by Esfinge at 19:12 | Permalink | 2 comments
#_245 - Decoração de Natal: o Drama
E aproxima-se a largos passos o dia de Natal. E as pessoas vinham visitar o Têó e estranhavam "mas será possível ser este o único belogue que não adere às decorações de natal?".
Sim, de facto era dramático. E eu pensei em mudar de template. Mas depois imitava o belogue do Vitaminado. E perdia o meu frontman. Pensei em pôr umas palavras carinhosas na descrição do meu belogue. Mas depois imitava o belogue do Brainz. Também pensei em pôr neve. Mas depois visitei o belogue do Paulo, e era mau eu ter uma decoração igual à do rapaz. A minha irmã ainda me disse: "ó Deia, se queres, pede-lhe um bocadinho de neve, ele dá-te!", mas eu não quis incomodar o rapaz. Quase vencida, pensei até em publicar a minha árvore de natal, mas, mais uma vez, já havia no belogue do Brainz.

Conclusão? Restava-me vestir-me de rena e distribuir rebuçados pelos meus visitantes com um sorriso. Mas é a crise, meus amigos. Eu não tenho rebuçados. E também não tenho um fato de rena.
Por isso, olhem, até que a situação do nosso Portugalito mude (xD), a minha decoração de natal vai resumir-se a esta simples imagem das renas no fim de cada posta com o simples desejo de...

Feliz Nataaaaal! =)*

by Sphinx

»» Esfinge
 
posted by Esfinge at 19:07 | Permalink | 2 comments
Saturday, December 09, 2006
#_244


Desenha-se no meu horizonte o abismo: vislumbro-o num olhar, pois o meu abismo é cada passo em linha recta. E, como uma corrente marítima, puxa-me para ele, fosse eu uma nau atracada em terra e arrastada por mil amarras, puxada por mil titãs...
Denoto, enquanto caminho, um vulcão de sentidos aceso em mim. Percorre-me uma procissão de mil vozes, mil fugas, mil quedas, como uma lava ardente, que me vai queimando, que me vai marcando enquanto corre, incólume de mim, por mais que me tente desviar, por mais que lhe brade... Resta-me deixar-me cair, só, como cada nota única cai nesta melodia. Resta-me cair, só, como cada letra cai, desterrada, nesta folha.
O meu abismo, esse, é uma musa para o fim. São pétalas a separarem-se da rosa para se unirem ao vento, a envolverem-me em direcção a um trilho que me fará separar-me de mim, talvez...

Resta-me cair, só, como que espaço vazio entre duas paredes que se fecham uma contra a outra.

(Ao som de Moonlight Sonata - Beethoven)

LVII, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 00:14 | Permalink | 2 comments
Friday, December 08, 2006
#_243 - A Desgraça Desaba Sob A Minha Cabeça
E após um exame de História do Direito simplesmente desastroso, eis que se desenha outro bem pior no horizonte esfíngico: o de Economia Política - e já para a semana. E vocês agora dizem em coro: "ó Esfinge, mas também não vais deitar já as mãos à cabeça, pois não?".

Ora, claro que não!

Eu agora estou a escrever, não me dá muito jeito...
 
posted by Esfinge at 22:06 | Permalink | 0 comments
#_242 - Breve Homenagem

E eu gostei da frontalidade de um dos meus leitores. Por isso, vou dar-lhe um momento de glória no meu belogue rasca. Porque não é qualquer um que chega aqui e diz "este blog é mau demais!", mesmo anonimamente. Não, camaradas! Pra isso é preciso ter coragem. Geralmente ficam-se pela felicitação e dão a cara – até porque têm medo de represálias por parte da Borgan. Mas este leitor não. Teve a coragem de dizer o que pensa, ainda que anonimamente. E isso é bonito, pá, é aquilo a que eu chamo projecto de frontalidade.
Claro que, após a leitura de um comentário desses, (que supostamente devia dizer-me alguma coisa xD), eu, como adolescente que sou, podia ter uma crise existencial e ir já a correr para o espelho, passar os próximos 15 dias em frente ao desgraçado, em busca da pose mais sensual de todos os tempos e fazer da minha expressão pelo mundo virtual mais uma fotocópia barata de um fotoblog ou do hi5, pra dar um outro prestígio ao belogue.
Só que - azar dos azares! - eu tenho cérebro, sei escrever, nós aqui somos gente séria e eu não preciso de me expor pra me sentir alguém. Por isso, vou continuar a ter um belogue rasca com postas infelizes, música de terceira categoria, piadas parvas, escrita obtusa e um estilo non sense. Porque eu sou assim, a ideia é essa e está bem assim.

É a vidinha, temos pena ;)

P.s.: E quem não está bem, muda-se.
 
posted by Esfinge at 21:54 | Permalink | 5 comments
#_241 - Conversa Com o Meu Belogue II
Têó, não olhes pra mim assim que tu sabes muito bem porque não te tenho actualizado. És um belogue narcisista e fala-barato. Andavas sempre na bicha dos belogues actualizados a anunciar "ai as minhas 90 postas novas! Vêêêêêês as minhas 90 postas novas? Ó pás minhas 90 postas novas!", a gabares-te, malvado, como se não houvesse amanhã.
E eu tive de tomar medidas drásticas. Tive de te meter de castigo. Agora vou conceder-te mais 90 postas novas, mas vais rezar 300 pais-nossos e 300 avé-marias para as mereceres e principalmente para te redimires da tua luxúria, desgraçado. É importante que sejas um bom belogue cristão para que eu não volte a ter intenções de te mandar para a Etiópia. Quero mesmo que compreendas o milagre do senhor que há em ti - porque eu francamente não compreendo...
 
posted by Esfinge at 21:49 | Permalink | 0 comments
Sunday, December 03, 2006
#_240 - Acerca desta Directa
Fito o livro, respiro fundo e assevero mentalmente:

"Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena. "

Mensagem - Fernando Pessoa

Bom dia.
 
posted by Esfinge at 07:15 | Permalink | 0 comments
#_239
Cesso da jornada, cesso por um momento da vontade de levar a bom porto a formalidade destas páginas. Cesso de me dissuadir cativada com exegese do que chega ao meu mundo como uma imperiosa pluralidade de nadas.
Por hoje, já não disparo mais sinais para o céu a denunciar uma fenda neste barco, porque hoje não vou mais além: não vou. Hoje falta-me a voz, falta-me o alento. Falta-me o deixar-me cair e não me levantar. Falta-me nascer de novo.

Tenho nas divagações o último rasgo de fascínio, que me impele a percorrer mar e mar sob o jugo de um canto de sereia.

Ao longe...

LVI, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 06:11 | Permalink | 0 comments
#_238
»» 22

4:18

Silêncio

4:19

Quebro

4:20

Tic, tac, tic, tac, tic, tac...

4:21

Shhh...

4:22

Não venhas

4:23

'Já viste as horas?'

4:24

Sim... Tenho-me dedicado a semelhante visão...

4:25

Nada

4:26

Chão

4:27

Horas perdidas no encontrar do desaparecer

4:28

Horas vencidas no prostrar do ser

4:29

Horas detidas no extenuar do estremecer

4:30

Ausência

4:31

Ténue segundo

4:32

Loucura

4:33

Desfocar

4:34

Passos

4:35

Trilho em direcção à sombra

4:36

Fechar os olhos

4:37

Não ser e...

4:38

Um grito

4:39

Silêncio


LV, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 04:18 | Permalink | 0 comments
#_237
»» Chagas

Na palma de uma mão, talvez o mundo. Na outra, um buraco negro que se alastra, como uma gangrena acesa em mim...

O ar fez-se peso e o peso fez-se passagem para o abismo.

A um passo, encaro o fundo...

LIV, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 00:01 | Permalink | 0 comments
Saturday, December 02, 2006
#_236 - Drama Acalo(i)rado
Após a (des)motivante leitura de 53 páginas, compreendi que continuar a acreditar que ia saber alguma coisa realmente digna de despejar no exame de segunda-feira era como sentar-me em cima do fogão e passar a noite em vigília à espera que o Pai Natal me atirasse alguma prendita antes de tempo - e, lá está, o Pai Natal nem existe.
Então, deitei às mãos à cabeça e entrei em pânico. Sentei-me no chão e senti-me desgraçada. Mais do que o costume. Estava a ser vencida por um livro cor-de-rosa. E aquilo consumia-me: céus, que mais me poderia acontecer?
De súbito, esta caloira pensou: duh, tens apontamentos alternativos no site da Lista S! Et voilá, parece que vou passar a perna ao livro cor-de-rosa. (Nha nha nha nha nha xD)

Bom, mas o que tenho a dizer sobre este assunto, é que sou um bicho* agradecido.

P.S.: Se eu me safar desta, prometo que nunca mais me baldo a uma aula de Direito. Ok, sem um bom motivo.

Notas:
* - sinónimo de caloiro, segundo o Jorge.
 
posted by Esfinge at 22:44 | Permalink | 0 comments
#_235
»» Um Certo Cansaço

Um certo cansaço das linhas da teia, de cair cada vez mais fundo e não embater no fundo enfim; de no lento desaparecer não alcançar o perene adormecer...
Um certo cansaço de me sentir subjugada a um grito para me fazer ouvir no silêncio - até perante mim.
Um certo cansaço de me sentir subjugada a uma corte que não escolhi para pressentirem o meu reino.
Um certo cansaço da tonalidade da cor, ahh... sempre repetida, sempre retida, sempre igual, sempre viva... sempre morta!
Um certo cansaço já do fim da história ainda nas linhas primeiras.
Um certo cansaço do arrasto, de ser as mãos que tomam as rédeas e de ser sempre o rubro ficar no chão...
Um certo cansaço da tua lástima, ó grande árvore, pela partida de uma mísera folha, quando tens tanto e tanto mundo para te deslumbrar...
Um certo cansaço de sempre ser o desvio de linhas que não se interseccionam.
Um certo cansaço do correr mais depressa que o tempo, de o eco de cada segundo chegar ao meu mundo somente de hora a hora.
Um certo cansaço de me não separar da cor da pétala quando o outono cai e toda a flor se despedaça em restos de nada - ou em restos de mim...
Um certo cansaço da noite incompleta do meu olhar - carece de céu, despojou-se de estrelas...
Um certo cansaço de de mim emanar ainda tanto e tanto, dizem vozes incertas, quando o abismo já me tomou.
Um certo cansaço do círculo que se traça à minha volta, que me acerca como uma esfinge que me não permite passagem se não por entre o trilho dos seus enigmas - e só me resta o desmoronar das minhas vagas respostas.
Um certo cansaço desta tinta obscura, das profecias a ténue traço.
Um certo cansaço do chão; não há gravidade que me prenda, não há abismo em que não possa tropeçar.
Um certo cansaço das palavras, reflexos incertos de nós, quando não meras capas, meras muralhas, - outras ainda, máscaras e prisões - cuja única relevância reside no interior. E por isso, odeio palavras. São ocas estátuas que veneramos como deuses, às quais nos prostramos, fossem imperadores de nós.
Um certo cansaço de ser só ausência, de rasgar, rasgar sem cessar certo cenário e enfrentar sempre a reprodução, como a réplica de um sismo que já destruiu tudo...
Um certo cansaço da presença, das vozes e sombras do outro lado do abismo - silêncio, vão para fora daqui!
Um certo cansaço do amanhã, mais uma batalha que se apressa a desvanecer a pequena rosa na minha mão em tons de preto e branco, uma batalha à qual só chegam as pétalas murchas do ontem...

Um certo cansaço de mim.

LIII, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 15:23 | Permalink | 0 comments
#_234 - "O que é que fazes? Estudas, trabalhas?"
Eu trabalho, sou owner deste belogue que está quase a ver a luz, citando o camarada Brainz.

Ahh, e estudo Direito nos tempos livres.
 
posted by Esfinge at 12:59 | Permalink | 0 comments
Friday, December 01, 2006
#_233
»» Etimologia das Muralhas - XI

- Personalidade

A dama oriunda de profundas águas oculta-se no império da sua nascente. Mas a visão do seu mundo está à mercê de certo mercenário...

Dizer "eu sou" é a mais vulgar forma de retórica.

A essência é um estado de transmutação...

LII, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 23:14 | Permalink | 0 comments
#_232
»» Etimologia das Muralhas - X

- Poder

Há duas formas de poder: a içada pela bandeira de certo batalhão e a que envolve sem se denunciar...

LI, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 21:18 | Permalink | 0 comments
#_231
»» Etimologia das Muralhas - IX

- Segurança

Um chão que se constrói sob a égide do receio do abismo.

Delicada cortina, doce quimera... ilusão fundamental, mmm...

L, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 20:03 | Permalink | 0 comments
#_230 - Não Me Conformo
Sempre que regresso da capital para a minha pasmaceira city, deparo-me com a mesma constatação: se, por um lado, o ar é muito mais salutar, também é muito mais frio. E parece que nunca tive tanto frio na vida, embora lide com este clima há já 18 anos. Não consigo compreender esta mudança repentina.

Só sei que me sinto um texugo gordo por baixo destas 40 camisolas.
 
posted by Esfinge at 18:58 | Permalink | 0 comments
#_229 - Postal Service - We Will Become Silhouettes


"...i'm screaming at the top of my lungs, pretending the echoes belong to someone... Someone i used to know..."
 
posted by Esfinge at 16:17 | Permalink | 0 comments
#_228 - Porque Eu Não Ignoro os 5 Leitores do Meu Belogue!
...e então agora há ali um faq e possibilidade de reclamação instântanea à direita ====>
 
posted by Esfinge at 15:20 | Permalink | 0 comments
#_227 - O Pódio ou A Constatação da Crise em Portugal II

Mas que posso eu dizer? xD

Thanks =)
 
posted by Esfinge at 13:01 | Permalink | 1 comments
#_226
»» Musa da Inquietação

Gosto tanto de te ouvir a tocar violino... É como se a tua consagração me evocasse. E ali estou eu, no átrio. O vento dança à minha volta, traz-me o perfume de ti. E eu sorrio, porque ver-te, ouvir-te tocar a tua música é aurora do meu dia, o único rasgo de luz que alcança o meu abismo.
Olho-te, por trás da coluna. Cada segundo da tua sinfonia é o desvendar de um mundo novo, é o mergulhar na renúncia do "eu" e renascer embriagada pelo sentimento de comunhão universal. Cada elemento circundante é parte constituinte da tua música: inspira-te e por isso eleva-se, abraça a magia que os teus gestos espalharam pelo ar...
Olhas-me, por trás da música. Continuas a tocar, mas a sinfonia parou. Eu caminho até ti, a passo subtil, como se tivesse o tempo ou a habilidade de quebrar o silêncio - mas não consigo sequer ouvir-me.
Quando a tua imagem finalmente se esboça com precisão no meu olhar, como uma gravura tocada pelo sublime, sorris. E houvesse tal sorriso incendiado o teu violino, paraste de tocar, enfim, e o eco da tua música desfez-se em cinzas.

- Continua, por favor...
- Que queres dizer?
- A música...

Olhaste-me incrédulo, tivesse a loucura tomado a minha mão e ditado cada gesto, cada palavra. E, de repente, não te reconheci.
Por trás da coluna, olhei para nós. Tu estavas longe enquanto tocavas violino, porque eu não estava contigo. Mas nós éramos novamente desconhecidos que se encaravam com o pasmo inicial.
Caminhei a passos arrastados até ti. Mas não me denunciei. Não pronunciei o teu nome e a tua sinfonia não se fragmentou. Volto a olhar para nós e reinicio a minha fuga. Alcanço a coluna e deixo-me cair.

Não sei quem és porque já não sei quem sou...

XLIX, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
 
posted by Esfinge at 12:15 | Permalink | 0 comments
#_225 - A Primeira Posta Do Mês de Dezembro
É verdade, este é um momento especial. Esta é a primeira posta do mês de Dezembro e então eu achei que era assim querido da minha parte eu dizer qualquer coisa, afinal são quase 6 meses de culto a um belogue que não faz sentido nenhum. E isto é bonito, vocês vêm cá todos os dias, perdem o vosso precioso tempo para virem cá, provavelmente às vezes até vêm de propósito, quando até podiam estar a ler um bom livrinho, ir jantar fora, sei lá... um leque tão vasto de coisas interessantes e úteis que vocês podiam fazer e nada: vocês vêm cá. E isso é bonito, pá, isso é aquilo a que eu chamo camaradagem.
 
posted by Esfinge at 10:58 | Permalink | 0 comments