Sunday, February 25, 2007
palavras cruzadas.
 
posted by Esfinge at 03:35 | Permalink | 0 comments
como vês, Têó, a culpa é da astrologia.
 
posted by Esfinge at 01:59 | Permalink | 0 comments
A parte que mais gosto do meu mapa astral

Nodo N. Sextil Neptuno

Palavra Chave: DESTINO: Vivendo um sonho

(...) Você está no mundo, mas não faz parte dele.

(tiranos! ostracistas! xD)
 
posted by Esfinge at 01:29 | Permalink | 0 comments
A parte que mais gosto do mapa astral do Têó
Sol Quadratura Nodo S.

Palavra Chave: DESTINO: A ilusão de ser

Vai sentir frequentemente a influência deste aspecto (...) Figuras paternas, por sua presença ou ausência, o forçarão a indagar-se frequentemente sobre a natureza de sua existência (...).
 
posted by Esfinge at 01:24 | Permalink | 0 comments
Saturday, February 24, 2007
qualquer coisa...
 
posted by Esfinge at 20:06 | Permalink | 2 comments
Friday, February 23, 2007
estou um bocado triste. começo a pensar que esgotei todos os testes porreiros da net.
 
posted by Esfinge at 23:00 | Permalink | 2 comments
outra é meter efeitos surreais nas minhas fotos. é engraçado, sempre quis ser azul.
 
posted by Esfinge at 02:25 | Permalink | 0 comments
vou-vos confessar: eu, quando não tenho nada que fazer, leio atentamente este belogue do princípio. não é narcisismo, é mesmo uma necessidade incessante de me certificar que não há lapsos: mariquices.
 
posted by Esfinge at 02:19 | Permalink | 2 comments
O Temperamento do Têó à Luz Da Astrologia
Portanto, para os camaradas e leitores mais desatentos que não sabem a data de nascimento do Têó, teve lugar exactamente às 9:21 do dia 26 de Junho de 2006, o que torna nativo de caranguejo, com ascendente em leão.
Os caranguejos se são, por um lado, bondosos, carinhosos e generosos, são, por outro, passíveis de constantes variações de humor, o que, por vezes, inviabiliza a possibilidade de os compreender. Mas, lá está, Têó, tu também tens ascendente em Leão, és exuberante e narcisista, esquecendo-te sempre de que és apenas o escravo no meio disto tudo. Et voilá, está está aí explícito o carácter do meu adorado Têó xD

E claro que nos íamos dar bem: no fundo, os astros sorriram-te.

 
posted by Esfinge at 02:03 | Permalink | 2 comments
A Génese Lamechas Deste Belogue
Impõe-se a questão: como é que uma miúda que não aguenta um belogue três dias passa a não aguentar três dias sem o belogue?

Como é sabido, já lá vão outros 60 que, regra geral, surgiam em simultâneo, constituindo o meu vasto zodíaco de impressões sobre este e aquele tema, desta e daquela forma. O facto é que, belogues sob as minhas rédeas não duravam mais que um mês, no máximo dos máximos, três; outros eram abandonados no espaço de uma semana; outros não sobreviveram ao esboçar do título e da ideia sequer.
Assim, toda essa miscelânea que se viria a unificar sob a éfigie d'Apoteose do Non Sense, - que surge de repente e, surpreendemente, se vai perseverando - nunca se havia permitido vislumbrar para além de vacticínios fragmentados em categorias (des)ordenadas por uma busca essencialmente caótica.
Como disse num dos primeiros posts, “apoteose” foi uma palavra que me ficou na ideia pelas repetidas vezes que surge n’A Origem da Tragédia (nítida influência nietzscheana, cuidado comigo) e non sense corresponde a metade do que eu penso, digo e faço.
Formalmente, é mais ou menos isso. Contextualizando, - quer acreditem, quer não - este belogue nasceu de uma boa acção: levantei-me de propósito pra levar os meus dicionários de alemão a uma colega de turma que ia fazer o exame nacional respectivo. Isto, após uma noite de estudo, daquelas, muito bem dormidas, em que acordamos com vontade de amaldiçoar todo e qualquer desgraçado que nos apareça à frente até à 26ª geração xD seja como for, foi dessa situação que, de alguma forma, emanou a estranha inspiração que viria a dar forma a este espaço virtual. Lembro-me de discorrer pelo caminho acerca de formalidades, regras, hábitos, directrizes, fórmulas: o sentido que se lhes sempre dedica (?) mas que de preceitos gastos não passam. Cheguei ao escritório, liguei o pc, criei o belogue, escrevi e publiquei.


Há uma grande diferença entre fazer com que uma coisa faça sentido e deixar que o sentido faça as coisas.

A. F.
 
posted by Esfinge at 01:33 | Permalink | 0 comments
Thursday, February 22, 2007
eu imagino o quão aflitivo deve ser acompanhar o crescimento deste belogue. e, reparem: eu nem me esforço
 
posted by Esfinge at 01:27 | Permalink | 3 comments
não é avareza, pah, mesmo que eu te quisesse deixar alguma coisa pra te safares quando eu morrer, a única coisa que tenho minha, mesmo minha, são cerca de 30 pares de brincos. tu nem tens orelhas...
 
posted by Esfinge at 00:15 | Permalink | 0 comments
Wednesday, February 21, 2007
mas sabes, Têó, a tua vida sempre é excitante: saboreias cada segundo na constante incerteza concernente ao teu futuro: eu abandono-te ou eu morro e a Blogger desmembra-te e vende-te como escravo a um desgraçado qualquer, sem a nossa classe e sintonia. eu não: aconteça o que acontecer, hei-de morrer - morrendo, morri, estou morta: acabou-se - (des)vantagens de ser mortal.
 
posted by Esfinge at 23:52 | Permalink | 0 comments
definitivamente, eu daria uma excelente filóloga.
 
posted by Esfinge at 23:49 | Permalink | 0 comments
repenso: talvez existam atavismos excessivamente vincados - tão-somente.
 
posted by Esfinge at 23:46 | Permalink | 0 comments
penso: talvez a culpa seja da RTP 2, que emite o "Digam com o Noddy", impelindo a um protótipo de repercutição pra fingir que se percebe inglês, que se sabe falar inglês - e principalmente, que se vive a essência do inglês.
 
posted by Esfinge at 23:28 | Permalink | 0 comments
permitam-me a honestidade: ostentação exuberantemente exteriorizada é um vestígio de indagação interior.
 
posted by Esfinge at 23:19 | Permalink | 0 comments
o silêncio é um pano de fundo - som indecifrável em que ecoam insonoras sonoridades.
 
posted by Esfinge at 23:03 | Permalink | 0 comments
haverá sempre olhar nos olhos?
 
posted by Esfinge at 23:00 | Permalink | 0 comments
Más Recordações do Secundário
A Patrocínia - a moça que, desgostosa do seu défice cefálico, usava do seu peso pra me atirar a mim e a outras desgraçadas ao chão em educação física. E depois ria-se.
 
posted by Esfinge at 21:13 | Permalink | 0 comments
Boas Recordações do Secundário
O meu professor de ITI, um dos senhores importantes lá do conselho executivo, chamava-se Fernando Correia Marques. E Fernando Correia Marques era o cantor de....




Ahahahahah xD xD xD
 
posted by Esfinge at 20:43 | Permalink | 0 comments
Parabéééééééns =D
É verdade, hoje a minha irmã completa 9 anos. Deixo-vos com as primeiras palavras dela relativas a este magnífico evento:

"ma-na... compras um mp3? txiiiiiim? =DDD".
 
posted by Esfinge at 17:57 | Permalink | 0 comments
ele até tem razão quando concorda com o meu amigo.
mas a isso eu respondo: duh, por alguma razão este belogue tem dicionário e tradutor
 
posted by Esfinge at 17:49 | Permalink | 0 comments
até amanhã, talvez
 
posted by Esfinge at 03:26 | Permalink | 2 comments
"comum humanóides" vs "ovelhitas revoltadas"
Mas sabes... a vida, o mundo em si são datismos, no sentido de teres muitos ciclos, muitos modos e estilos de vida, quando o sentido da vida é apenas um... e é bem simples.

olha que nao... o sentido da vida nunca é 1... :S

se fores a ver bem, é... há é várias expressões, caminhos, possibilidades, pontos de vistas, paralaxes, o que quiseres... mas, também, vão sempre ao encontro umas das outras, de algum modo... falo desse sentido, dessa acepção unificada... entendes? concentra-te no todo e não numa parte: o sentido é uma ordem indecifrável, latente em cada pedaço desse todo. posto isto... que dizes?

hmmm... sim, muito bem... mas tu metes sempre "palavroes" contextualizados, nem sempre se apanha. é perfeitamente natural que não te acompanhem. e cada qual tem a sua amplitude e interesses... problemas relacionais, aquisiçoes, bla bla: comum humanoides. se fores falar com uma pessoa qualquer e lhe disseres que ela é uma ovelhinha controlada por um sistema invisivel, ela pode-te achar louca ou achar a tua conversa desinteressante... e de frustrada! LOLL é natural

pois, mas é pena... de certa forma...

ne nada

talvez...

as vezes queria viver simples, contente e feliz, na casita, com o lago e os vegetais... mas ja nao da, a simplicidade ja era! ou seja, nos (eu e tu por exemplo) somos pessoas mais problematicas, menos felizes. LOLLLLL digo isso na boa...

Epá, tu sabes que eu não gosto muito de categorizar, mas... pra perceberes a ideia: se calhar estão as duas grandes "elites" a olhar em direcções opostas e com esse mesmo sentimento... e volta a desaguar no mesmo sentido, as mesmas questões, medos, etc, apenas com expressões, caminhos (etc) diferentes... percebes?

LOLLLLLLLLLLL em 1900 ou em 2100 vao sempre existir raparigas e rapazes da tua idade com a tua frustraçao :D deixa la o bloco, as ovelhinhas... se nao te sentes uma delas ja ta tudo. nao te debatas tanto com isso... eu ha uns anos assim que me falavam de tv, ou pimba ou cultura vazia, eu disparatava minutos, numa ansia cega de despejar tudo o que pensava sobre a materia... agora tou.me a cagar, ja interpretei o que queria... nao tenciono ser guia de ningem. ...

encontraste-te =)

e fiquei a parecer menos frustrado. e isso é bom!

eheheh

LOLLL eu disse parecer :D

deixa lá =) no fundo, uma coisa tem a importância que tu lhe deres

nem mais
 
posted by Esfinge at 03:07 | Permalink | 0 comments
Curta Metragem "Sad Day"


(...) Co-écrit par Benoit et Marc Maggiori, "Sad Day" est avant tout une histoire d'amour inspiré du personnage de Sarah. Jeune fille hantée par ses souvenirs d'enfance, Sarah sera le centre d'une tragédie où s'entrechoquent mal de vivre, violence et espoir.
Comme on pouvoait s'en douter, il était inconcevable pour Kyo d'aborder un tel sujet de façon triviale: à travers une narration labyrinthique, ou l'imaginaire cotoie constamment le réel, on découvre un peu plus l'univers visuel de Kyo, une sphère ou David Lynch tutoierait Larry Clark.
Initialement prévu en décembre dernier, la sortie de cette édition a du être décalée, certaines enseignes destabilisées par l'ambiance sombre de "Sad Day" ayant refusé de la mettre en vente. Soyons clairs: s'agissant d'une fiction, Kyo ne souhaite pas, à travers ce film, délivrer un message de quelque nature que ce soit. Tout comme il aborde sa musique, le groupe n'a que l'ambition de retranscrire des émotions, des atmosphères que chacun s'appropriera selon sa propre sensibilité.
(...)

in Kyo
 
posted by Esfinge at 01:38 | Permalink | 0 comments
Tuesday, February 20, 2007
Acerca do Hip-Hop
Tenho para mim esta nova vaga de hip-hop fashion como os neo-Toys. Atenção, não neo-toys (novos brinquedos), não sejam maldosos, vá: neo-Toys do nosso Toy, mas assim com um beat mais marado e com roupa larga - as sobras das lojas de roupa, lá está: à boa moda new age, não há aérios pra comprar fato e gravata.
Toy, que disputa o lugar com Emanuel e Tony Carreira, está feliz por constituir para os jovens nacionais um protótipo para a conservação do movimento saudosista.
Já Diana, a jovem que deu um toque mais ousado a clássicos como "perfume de mulher", "comunhão de bens", "sozinha", "maldito amor", "escrito no céu", entre outros, não se conforma com a situação. A artista defende veementemente que não é uma Neo-Toya, mas sim uma neo-Agatoya, tendo mesmo confessado timidamente que transporta uma medalhinha de ouro com a face da cantora para todos os concertos.

Phew... Abençoados Toranja.
 
posted by Esfinge at 23:16 | Permalink | 0 comments
Desajeitados Anónimos Revisited...
...e lá vão as souvenires.

(pra quem não sabe, Desajeitados Anónimos foi uma peça constituinte do império de 61 blogs que edifiquei. Criado - e abandonado xD - em Julho de 2005, esteve no activo de Setembro a Novembro do mesmo ano.)

»»

(...) Sem dar conta, a minha mãe fechou-me no quintal. Nem eu me apercebi. Ia tentar voltar pra dentro, e a porta não abria. Passaram as 2 da manhã. Passaram as 3. Acabei por adormecer. A minha mãe acorda-me com a evocação mais inesperada de sempre "acorda, Rapunzel". Disse-lhe "és uma mãe desnaturada. Abandonas-me cá fora, ao relento, e ainda por cima, trocas-me o nome!" Tentei levantar-me. Senti um puxão. Tinha o cabelo preso na parte da vedação... Sorriu-me. E depois ainda me diz "não desistes de encontrar o príncipe encantado, pois não?". Realmente, há pessoas sem piedade (...)

»»

"Pareces um bicho do mato, sempre metida na biblioteca a ler." - palavras da minha professora da primária, no 3º ano.

A prova que ainda existem bichos do mato cultos.

»»


- CONSIDERAÇÕES SOBRE SONHOS IRREALIZÁVEIS



Porque é que não existem aranhas terrivelmente gigantescas que gostem do meu professor de alemão? Sim, eu sei a resposta.

»»

- CONSIDERAÇÕES SOBRE AUTO-INTOLERÂNCIA

Hoje a Isa disse-me «tu não és nada insuportável, tens é a "mania" da perseguição a ti própria.»

»»

Tenho saudades do meu coelho Bola. Faz-me falta o meu coelho. Ainda estou chateada com Deus. (...) É difícil não ver aquele nariz irrequieto e aqueles saltinhos a dar-me os bons dias, mesmo quando nem queria realmente acordar. É difícil... Mas eu ainda acredito, como a Decas, que ele está no paraíso dos animais e é amigo do peixe dela, o Filipe.

»»

Hoje foi o dia do resumo. Fiz cerca de 4 resumos da mesma coisa, os quais, estranhamente, eram mais extensos que o texto original. De facto, tenho um poder de escrita invejável.

»»

- CONSIDERAÇÕES SOBRE GREVE DE FOME

É o que obrigaram os alunos da Escola Secundária de cá de Pasmaceira City a fazer, todas as manhãs, desde que tiraram de lá a máquina de chocolates, batatas fritas, bolachas... É triste, e é tortura. Mas nós vamos resistir. E a máquina há-de voltar.

 
posted by Esfinge at 03:21 | Permalink | 2 comments
Monday, February 19, 2007


limito-me a transcrever: "this guy is a god on a ukulele".
 
posted by Esfinge at 19:54 | Permalink | 0 comments
e pode ler-se à entrada de caldas da rainha: "MATA RAINHA D. LEONOR".
 
posted by Esfinge at 19:41 | Permalink | 0 comments
li num dos carros festivos lá de caldas: "senhor presidente, tenha cuidado porque, desta vez, vai-se candidatar um chinês".
 
posted by Esfinge at 19:35 | Permalink | 0 comments
855
faz sentido. a seta aponta de um 4 para um 10.
 
posted by Esfinge at 03:08 | Permalink | 0 comments
Sunday, February 18, 2007
A Revolta da "Fumiguinha" (?)
São duas da manhã e eu, que tenho uma semi directa em cima, não tenho sono. Ora pra quem não sabe, um dos efeitos que se dá na minha pessoa quando não durmo é exactamente o apogeu de um humor francamente estúpido - que não pára até me fazerem chorar.
Portanto, discorramos... amanhã é domingo. Dia de missa. Para alguns. (Cada um tem aquilo que merece.) E, para além ter colado um post-it na minha parede a desejar "bom dia, ursa" com um sorriso, em honra desse amanhã, (como é de costume quando quero acordar para um bom dia), decidi dar um olá ao meu amigo têó. (então rapaz, que tal vai isso com o belogue do brainz?)
E agora, penso: minha ursa, tu agoras até tens um microfone: podias usá-lo. Poisé, eu tenho um microfone. Embrulhado e cheio de fita-cola - mas tenho um microfone. Tá ali. E vocês perguntam: mas tu vais mesmo fazer da aquisição do microfone uma posta? Er... pois, parece que sim. Eu sei que isto é um bocado infeliz, mas se vocês continuam a vir cá sistematicamente, é porque gostam... que é que posso fazer? Adiante.
Convenhamos - não vale a pena negar: eu sou aquele tipo de pessoa que fala e toda a gente paralisa. Aliás, a imagem que tenho de mim quando estou a falar é a da esfinge herself, alguém envolto numa aura de mistério, que impele a um fascínio inexplicável, capaz de captar a atenção de todos os interlocutores circundantes, seja qual for o tema. E isto sucede, de facto - quer acreditem, quer não.
Posta esta isagoge, estamos em condições de assistir a uma pequena palestra sobre o que sucede quando falo:


(eu a falar)





(eu a parar de falar)


- Hã?
- O quê?
- O que é que ela disse?
- Achas que eu ouvi?
- Ahhh, formigaaa!
- Ahahahah, a esfinge é uma formiga!
- For-mi-ga! For-mi-ga!


Poisé. E geralmente é isto que acontece quando eu falo: ninguém me ouve. E depois gozam comigo, dizem que eu sou uma formiga. Mas eu até me esforço: eu puxo a voz acima do meu tom normal e sinto que estou a gritar com a pessoa e sinto-me culpada por sentir que estou a gritar, mas, mesmo assim, concentro-me e esforço-me por continuar a gritar - ainda que o não esteja a fazer, né =/ - mas não: nem mesmo assim sou ouvida. E depois chamam-me "fumiguinha".
Mas agora... *muahahahahaha!* ...agora, desgraçados, eu tenho um microfone. E não tenho medo de o usar xD (acho eu...)
 
posted by Esfinge at 02:04 | Permalink | 3 comments
Saturday, February 17, 2007
Kyo - Sarah


"...dans les yeux de Sarah..."
 
posted by Esfinge at 14:29 | Permalink | 2 comments
Acerca de S. Valentim


O Timon e o Pumba é que sabem xD
 
posted by Esfinge at 13:17 | Permalink | 2 comments
Monday, February 12, 2007
é um bocado deprimente receber os meus próprios comentários no email.
 
posted by Esfinge at 22:50 | Permalink | 5 comments
Revelação equiparável ao 3º segredo de fátima
já alguma vez alguém experimentou pousar a Borgan nas imponentes letras azuis claras do título? há 7 meses que há lá um brinde inesquecível...
 
posted by Esfinge at 13:57 | Permalink | 0 comments
Discurso solene da Posta 400
sabes Têó... o futuro é-nos áureo: estamos no bom caminho para edificar um perfeito arsenal de piadas parvas.
 
posted by Esfinge at 13:30 | Permalink | 0 comments
como um sismo deve fazer ALGUÉM repensar a sua vida
  • 6.0 na escala de Richter por todo o país;

  • 4.0 na escala de Richter pelo país vizinho;

  • sentido de norte a sul;

  • sentido no país vizinho;

  • não se sentia por cá um tão forte há 30 anos;

  • não se sentia por lá um tão forte há 10 anos;

  • parece que se sentiu em marrocos.


  • Deus é um bocado egotista. (Sim, que eu sei que foste tu.)
     
    posted by Esfinge at 13:14 | Permalink | 7 comments
    Projecto de Tomada de providências
    devia pôr portagens à entrada deste belogue. pelo andar da carruagem, o sócrates ainda vai apostar num imposto anual de 25% sob cada belogue. e quando os filhos da Gwen me processarem - sim, porque o Dan Brown não teve de enfrentar ninguém da família do Da Vinci vivo, não é? - o cerco vai apertar.
     
    posted by Esfinge at 12:04 | Permalink | 0 comments
    os meus belogues são populares
    e o sismo sentido há minutos é um sinal disso mesmo: Deus anda à minha procura.
     
    posted by Esfinge at 11:39 | Permalink | 2 comments
    "o absurdo a dar sentido às coisas"
    a minha irmã baptizou o tamagotchi dela pelo nome de Ana.
     
    posted by Esfinge at 11:36 | Permalink | 0 comments
    A família acima de tudo
    a minha irmã atrasou-se para as aulas para alimentar a filhota dela, a Ana.
     
    posted by Esfinge at 11:33 | Permalink | 1 comments
    o código stefani


    a Gwen Stefani, mártir da pátria, dissimula-se cantora para extinguir a ocupação megalómana do oriente sob o ocidente. aliás, ela experimentou estabelecer relações de amizade com eles em jaulas, mas parece que a coisa deu para o torto. esta é a sua música de despedida: ela entende que foi uma má menina e assevera que seria mais doce se algum emplastro se lembrasse de a salvar. entretanto, Gwen sabe que é refém e que a triste realidade é que será condimento exótico de sopa. a loja das sopas lusitana agradece aos chineses, no entanto, esta iniciativa: sequestrar artistas e esmifrá-los pode realmente salvá-los da falência.
     
    posted by Esfinge at 11:23 | Permalink | 0 comments
    "Asneira? Impossível? Sei lá!"


    Vá, eu sei que é um bocado desprestigiante pôr o canta por mim no belogue: ainda por cima com uma imagem de tão bera qualidade... xD mas eu realmente não encontrei o "Apontamento" cantado noutro lugar. Já o ouvi na rádio, mas desconheço quem era (se alguém souber, que me diga!). Deixo, portanto, esta interpretação e o respectivo poema.

    Apontamento

    A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
    Caiu pela escada excessivamente abaixo.
    Caiu das mãos da criada descuidada.
    Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

    Asneira? Impossível? Sei lá!
    Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
    Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

    Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
    Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
    E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.

    Não se zanguem com ela.
    São tolerantes com ela.
    O que era eu um vaso vazio?

    Olham os cacos absurdamente conscientes,
    Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.

    Olham e sorriem.
    Sorriem tolerantes à criada involuntária.

    Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
    Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
    A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
    Um caco.
    E os deuses olham-no especialmente, pois não sabem por que ficou ali.


    Álvaro de Campos
     
    posted by Esfinge at 01:38 | Permalink | 3 comments
    Sunday, February 11, 2007
    Sessão de Esclarecimento II
    "(...) ler-te revela-me imaturidade... e potencial! :)

    O objectivo, se é que ha objectivo, nao é a introduçao do maximo de complexidade por frase. Nao é harmonioso. É como se viesses da escola dos poetas. (...) No irromper dos pensamentos, mesmo que eles remetam para coisas distintas, tem que haver um elo presente, um estar comum, uma especie de repetiçao que pode ser usada literalmente... Facilmente encontro substantivos em colisao e verbos meio deslocados aka forçados... isso causa paragem no abraçar natural do ambiente proposto pelo escritor... Nao ta harmonioso! É aí que entra o tempo (experiencia) e a capacidade artistica.Se pensas em escrever, pensa em dissecar e interpretar conceitos relacionados com arte. Ha imensos conceitos comuns a escrita tb, alguns bastante filosoficos, que te permitem elevar a percepçao do objectivo e do subjectivo. (...)"

    Este é, portanto, o excerto de uma crítica porreira que me fez o Nuno há cerca de dois meses atrás. E hoje, vou dizê-lo: apenas alcançarei uma expressão que seja perfeito palco para o "abraçar natural" do ambiente que proponho quando cessar de o moldar. Por isso, e a partir de hoje, a sucessão dos Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto ocorrerá noutro espaço virtual, (este aqui!) sob a guarda de quem sinto em mim quando os redijo vagamente: Musa da Inquietação... E isto afigura-se vital à continuação da exposição daquela inspiração; como diz o mestre dela, "o ambiente é a alma das coisas".

    O método da minha arte é não ter método nenhum: tingirei sempre as minhas linhas com a tinta púrpura do absurdo e surreal.

    Andreia Frazão
     
    posted by Esfinge at 01:05 | Permalink | 0 comments
    Saturday, February 10, 2007
    Acabam de me dizer: é impossível acompanhar o teu blog. Esperem até eu criar o meu msn space... Muahahahahah
     
    posted by Esfinge at 18:22 | Permalink | 2 comments
    Formas Non Sense de Matar O Tempo XI






    What's your personality like? (detailed +stylish banners)




    Shy/YouthfulEver heard of "cute & shy schoolgirl"? Because that's exactly who you are, a red rose that's not ready too bloom and looks much too innocent than it really is.You're a cheerful person, love to spend time with your family, but at the same time being espcialy loyal to your friends. You may appear shy or even quiet to new people, but in reality you're a cute 'lil rose bustling with thoughs on the inside. Man, would I like a friend like you!P.S: If you're willing,please take a look at my other results and if you feel that the quizz and I deserve it,rate!
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    What type of spirit do you have? 6 detailed results! pix




    Your spirit is a bit non conforming and open, just like air.Your spirit is open to pretty much anyone and anything, you are lazy and tend to be a wishful thinker. You are too hard on yourself and need to realize the true you is not nearly as strong as you would have hoped. You are a born leader and peacemaker, sometimes you know more about people than they know about themselves. Making you a compassionate person and a great counseler. You love helping people, but foget how overwhelming it is at times. You fee llike you have to be the strgong one in every situation so everyone will be happy. You hate the same old thing everyday, and infact routine gives you no motivation to move. You are a nice happy person most of the time, but when you get angry people will know. You would never backdown from a fight and no one usually picks one with you. You have a sharp tongue and fiery demeanor when in an argument. You fit in with everybody and are friends with anyone who isnt arrogant or completely rude.Your spirit is one of a leader and healer because of your Charisma and ability to help anyone and everyone.Color: PurpleWhat you are made out of: AireAnimal: Dog.You are a beautiful aray of many talents, just keep walking!Thanks for taking my quiz!
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    What kind of murderer are you?



    Planner. You plan your murders well before hand and will be a nuisance to the police. Maybe your a hitman.
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    What Funny Saying Are You?









    WHO ARE YOU? [Amazing pictures, detailed results]




    YOU ARE JAYJAY THE JETPLANE, LOL.
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    Pirates of the Caribbean who's your maaaan?



    You got Jack!!!!!***How you relationship is**Jack is adventurous- so are you! That's why he's is crazy about and you two are always together.You care for Jack and he's very protective. You're the only thing that matters to him more than the Pearl. You can fight and are independent but you can get fed up of Jack's eyes "wondering" after other women.
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    What Language Should You Speak?




    You should speak Spanish!You're very brave, outspoken and family oriented. You love to dance and have great rythym.
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    posted by Esfinge at 17:29 | Permalink | 0 comments
    O Quiz gamado do belogue do Brainz II






    Which House M.D. Character Are You?




    You are Dr. Allison Cameron!Its not your fault that you believe the best in people. You just want to help, and do the bet job you can in whatever situation you are in. You cant help it if everyone thinks youre the nicest doctor theyve ever had!
    Take this quiz!








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    Ahh, agora já dizes que eu sou boa pessoa... Pois, graxa! xD
     
    posted by Esfinge at 17:14 | Permalink | 0 comments
    O Quiz gamado do belogue do Brainz






    Which House M.D. Character Are You?




    You are Dr. Greg House!Yes, you are narcissistic, but you have reason to be. Youre smart, and on the top of your game. Who needs friends, emotions, and a social life when youre the best?
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    Ora, o House não é narcisista, é apenas um visionário individualista... E eu escolhi as respostas mais anti sociais porque estou a meio de uma insónia. Estou deprimida, caramba. E agora já não vou dormir mesmo. Tudo por causa do Brainz xD

     
    posted by Esfinge at 03:25 | Permalink | 4 comments
    Podem não acreditar, mas acabo de ser atacada por um estojo.
     
    posted by Esfinge at 02:36 | Permalink | 0 comments
    A prova de que se os conselhos fossem bons, vendiam-se (ou a coisa mais estúpida que eu podia ter escrito sob o efeito da insónia, mais por aí)
    Ultimamente os meus amigos dizem-me sempre “iii, esfinge, tu tás tão branca...". E depois aconselham-me a ir ao médico. Este cumprimento é um racismo disfarçado. Mas nem é essa a questão. Vocês, camaradas e cari legentes, conseguem conceber aonde iria parar o mundo se começássemos todos a debater-nos contra a cor de que a nossa pele é pigmentada? Explanarei nas linhas seguintes o cenário.
    Principiávamos todos a dirigir-nos ao centro hospitalar mais próximo. Eu ia ao médico e ele perguntava “então, do que é que se queixa?”. E eu respondia: “ahh... tou muito branca”. E depois o paciente seguinte "yo man... tou muito preto". E o seguinte "istou muito amalelo, doutol" e o seguinte "mim estar muito vermelho, cara pálida". E depois os médicos iriam todos acreditar naquela manifestação pública como sintoma de uma peste multicolor.
    O problema é que os médicos também têm amigos. E os amigos ir-lhes-iam lembrar de que eles, médicos, estavam muito... qualquer coisa. Então, eles apressar-se-iam a dirigir-se ao centro hospitalar mais próximo - o que não sucederia, na medida em que, assim que lançassem as mãos ao volante, lembrar-se-iam de eram eles os médicos. Conclusão? Proporiam uma reunião para saber o que fazer dali em diante. E concluiriam que estavamos todos muito... qualquer coisa. E depois os muito... qualquer coisa que tivessem filhos diriam "como é que eu vou viver? o meu filho está tão branco...! ai de mim!" (desenganem-se, eu não vou mesmo repetir isto com todas as pigmentações possíveis... haja santa paciência). E um deles, lamentar-se-ia: "não há nada a fazer", ao que os amigos proporiam: "vá, não vamos dispersar... damos todos as mãos e corremos todos para o precipício aos 3, boa?" E depois toda a gente saltava: e os amigos não. E alguém perguntava "tão pá, não veeeeeeeeens?" "eu não, sempre quis ficar com a tua casa só pra mim".

    Os amigos são perigosos. Cuidado com eles.
     
    posted by Esfinge at 01:36 | Permalink | 0 comments
    Gosto muito de sintetizar os meus livros de Direito. Não porque goste muito da matéria de Direito, é mesmo porque é como esmifrá-los simbolicamente.
     
    posted by Esfinge at 01:33 | Permalink | 0 comments
    Acabo de me lembrar vagamente do poema sofrido que redigi ao meu hamster defunto - poema esse que me fez alcançar uma menção honrosa relativa ao tema “amor” num concurso de poesia algures no 3º ano.

    É talvez a memória mais deprimente dos últimos 18 anos.
     
    posted by Esfinge at 00:34 | Permalink | 0 comments
    Todas as metafísicas são mergulhares vagos, uma vez que são teleológicas: o homem olha-se ao espelho para procurar Deus. Mergulhar excessivamente - assim ditou Neptuno - traduz-se na apoplexia do ser.

    XCVII, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
     
    posted by Esfinge at 00:28 | Permalink | 0 comments
    »» Vislumbre II

    Há dias em que pouco mais sou que um absorto olhar, um surdo escutar, um mudo falar... um paralisado sentir. Toma-me certa dismnesia, como quem carrega o mundo às costas – sem saber o que o mundo ou o peso são – e carrego deveras este peso.
    E nestas horas, nas horas em que assim me reconheço, discorro sobre o ser. Induzo-o a uma discinesia – tivesse o meu olhar a faculdade de cristalizar, embriagado numa hipalgia, a hipalgia do que quer que seja – e denuncio-o uma máscara. Não a máscara que disfarça ou que dissimula. Di-lo-ei de outro modo: a máscara - o mergulhar do inato por entre as formas conceptuais do mundo. Mas como me poderiam compreender os poetas da intempestividade...?
    Só o esteta compreende o que quero dizer quando profiro ‘máscara’, afinal apenas este detém a distância necessária da vida para me sentir na minha essência e não para me escutar na minha pronúncia. Assim, apenas este tem na tinta a íntima angústia de pintar aquele céu e carecer sempre de tela, ou arte, ou olhar que o faça dançar para além de cada esboço inconcretizado.

    Post Scriptum: esteta, do Gr. aisthetés - aquele que sente

    XCVI, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
     
    posted by Esfinge at 00:11 | Permalink | 0 comments
    O silêncio, para quem o não sabe entender, para quem não intenta senti-lo, é como um apagar de luzes.

    XCV, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
     
    posted by Esfinge at 00:02 | Permalink | 0 comments
    Friday, February 09, 2007
    »» Vislumbre

    Assaltou-me a apoplexia proléptica de dissolver sons no fluir de palavras. Persiste sempre certa blesidade em cada uma delas, bem sei, bem sei... Mas privam-me os lábios da ortoépia sempre que os sussurro.
    Do êugrafo de meu ser, seges várias principiam o seu percurso. E cada segundo é palco para uma epanáfora, cada uma, puxada por dois, três cavalos. O galope, o galope sem cessar, o galope cada vez mais fero, cada vez mais perto – o solo estremece – cada vez mais veloz, cada vez mais inexorável – vai ceder, vai ceder...
    Há sempre azáfama, há sempre vozes, passos, galopes, tambores, brados no claustro da minha percepção: grãos de areia a roçar-me os tecidos do pensamento. Pressinto um exército de magnitude romana e de desordem plebeia... Caminha como se eu fosse o mundo e o mundo pudesse sentir através de mim. Mas há uma atenção acesa em mim que me arrasta, que me aproxima e afasta, que me faz oscilar para uma quase implosão, como se aguardasse o apogeu de qualquer outra coisa estrondosa, infinitamente mais estrondosa.
    Mas é no (nesse) espelho que encaro a minha cegueira. Perdi-me do meu nome. Perdi-me do meu reflexo. Perdi-me dos meus. Perdi a visão do mundo como todos os meus semelhantes. Apuraram-se-me os outros sentidos. Estou do outro lado que o meu olhar não alcança e que a minha mão – temo - jamais transporá.
    A minha percepção é-me obscura: a mão da gravidade em mim, num universo sem chão seguro enfim; um estado de diprosopia: ora fome do mundo, ora disorexia: ora eflúvio que serpenteia por entre as vísceras daqueles que advêm ante mim - e daqueles que o não ousam, ou assim não anseiam, ou assim não permito fazerem... -, ora as mãos que indagam que parede as aparta do mundo, do mundo que pressentem no movimento ínsito dos ecos das vozes, passos, galopes, tambores, brados...
    Tropeço em vigílias. Eu sou a maré revolta! Eu sou o terramoto! Eu sou o abismo! Eu digo “eu” e todo o mundo estremece: afinal, não digo coisa nenhuma. Porque eu digo “eu” e não intento sequer unir-me à harpa do ser. Em mim, o eco moribundo do cântico da essência. Sendo alguma coisa, sou a emanação do onírico; estas palavras... estas palavras não sei de onde vêm. Releio e há torpor na anamnese da minha inspiração.
    Concretizando-me, jamais poderei invocar a memória de algo que não seja abstracto, absurdo, absorto: uma repercutição demasiado presente, ditada pelo incessantemente fugaz vislumbre do âmago. Ahhh, poetas da intempestividade... porque me ledes? Que procurardes vós no rasto ténue da musa da inquietação?

    XCIV, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
     
    posted by Esfinge at 23:55 | Permalink | 0 comments
    Coisas que me consomem
    Quem é que, no seu juízo perfeito, envia um curriculum uitae em que inclui a sua associação à AAFDL em nada mais nada menos que... “outras aptidões”? Outras aptidões? Aptidões...?

    Eu também me associei à AAFDL e nem houveram rituais de iniciação...
     
    posted by Esfinge at 22:12 | Permalink | 0 comments
    Sunday, February 04, 2007
    Sessão de Esclarecimento
    Perguntaram-me, e muito bem, por que passei do Desabafo Para Com As Paredes do Meu Quarto para Divagações. E como vocês estão todos a olhar para o ecrã, muito ansiosos, eu vou explicar, antes que me levem bocados do belogue pra recordação.
    Ora, em primeiro lugar, convenhamos...: o título dá muito menos trabalho a escrever. Em segundo lugar, eu só sei a numeração romana de cor até 39. Em terceiro lugar, - e muita atenção, porque esta é a primeira vez na presente posta que se não apresenta uma razão (tão óbvia que chega a ser) parva (xD) - apeteceu-me mudar de ares: afinal uma divagação possui uma natureza sempre mais suave do que um desabafo explanado. Mas não fiquem tristes: ainda não foi desta que as minhas paredes ensurdeceram: só tiraram as merecidas férias xD
     
    posted by Esfinge at 01:51 | Permalink | 2 comments
    Saturday, February 03, 2007
    Algo que a ciência jurídica me tem alumiado é que nunca há becos sem saída - mas raras são as saídas sem becos.
     
    posted by Esfinge at 23:42 | Permalink | 0 comments
    No entanto, ainda falta uma hora para a chegada dos meus pais. Ainda não conclui a leitura do primeiro volume. Ainda não jantei. Ainda não me informei da pré-especialização que sei previamente que não farei por não poder fazer. Ainda não falei com ela.
    Mas hoje... Hoje eu estava inspirada. Hoje eu defendia a minha ideia com o meu nome. Mas hoje - talvez por ser hoje - sei também que de nada servirá fazê-lo. Porque, se dantes o suspeitava, hoje (re)conheço directa e objectivamente que se prostra a essência ao instrumento. Há palavras a mais, há livros a mais, teorias e regulamentações a mais.
    Há coisas que, se não invocassem em mim estranheza, ou pena, ou sentimento de abjecção, ou torpor, revoltar-me-iam. Mas detenho em mim a calma pétrea e lanço a isso um olhar vazio: e lanço-o apenas porque comigo se cruza.
    A música é aleatória; os segundos sempre certos, os minutos sempre presos à sua ordem, as horas sempre de mão dada à pressa de tropeçar no continente da estagnação.

    Do alto do seu trono, o olhar do tempo na minha efígie. Quatro ou cinco degraus a separarem-nos das provas últimas.

    E lá fora, os carros passam...

    I, Divagações
     
    posted by Esfinge at 21:17 | Permalink | 0 comments
    Debruço-me sob o mundo como se houvesse em mim a exclusão do tempo, do espaço, do ser. Detenho, então, a lucidez para poder projectar cada fundamento, cada olhar, cada perspectiva, cada esquecer, cada tropeçar - cada peça do pesar.
    Herdei da ausência as negras vestes, a palidez excessiva, a calma pétrea, o esfíngico perfil. Os caracóis, julgava-os tecidos para ocultar o violento derrubar de recipientes vários sob a tela do olhar...
    E nesses dias, escrevo: escrevo para tomar as rédeas de quem sou, para que o caos não ascenda a imperador e tome o meu lugar. Escrevo sem considerar se me eclipsam como som de fundo aquando da leitura de ode incerta.
    Escrevo essencialmente porque é a única forma de estar que cativa a minha atenção, que a prende e surpreende, como quem alcança enfim a superfície após exaustivo mergulho.
    Hoje, revelo-o: não escrevo por arte: não busco o agrado, ainda que o provem no modo como enlaço as palavras umas às outras: era apenas o reflexo das palavras que me enlaçavam a mim, que me acorrentavam, que me amarravam... Espelhei-me nas palavras para me não espelhar nos meus dias.
    No entanto, sou pianista... Sim, eu sou pianista: mas a mim, só me concederam a doutrina da palavra. Por isso, revesti as palavras de novos significados – e esculpi os significados com novas palavras. Cada ditirambo exprime a sonata que me aporta, que me aperta e aparta... Ouço cada nota a repercutir-me vagamente.

    De mim, a fragrância do delírio...

    XCIII, Desabafo Para Com As Paredes Do Meu Quarto
     
    posted by Esfinge at 20:52 | Permalink | 0 comments
    Aqui já não se numeram as postas porque eu estimo um quid de anarquia.
     
    posted by Esfinge at 19:44 | Permalink | 0 comments
    "Eu gosto muito de rio maior": a Composição Que A Minha Irmã Tem de Fazer (tal como eu a idealizo)
    Eu gosto muito de Rio Maior. Aliás, para quem não sabe, eu habitava (e visito aos fins de semana) em Rio Maior. Exacto, aquela aldeia algures em Santarém que se auto-denomina "a cidade do desporto".
    E eu gosto muito de Rio Maior. E sempre que alguém descobre que eu vivia em Rio Maior e me pergunta se o rio é bonito, eu nunca me canso de expor a minha teoria - porque o facto é que o rio está extinto na grande parte do ano - aquele epíteto quer apenas significar que os conterrâneos metem muita água.
    Mas eu gosto muito de Rio Maior. Os riomaiorenses são amistosos e plenos de sentimentalidade como não há. Aliás, já havia por Rio Maior a feira da cebola antes da 'Tortura' da Shakira e do Alejandro Sanz.
    Contudo, eu gosto muito de Rio Maior. E uma das coisas que nunca me canso de recordar em Rio Maior são exactamente as rotundas. A primeira, ornamentada com amores-perfeitos, possui regador automático: que, à boa maneira riomaiorense, metia água. A segunda, construída com o objectivo de imortalizar as minas de Rio Maior, era ornamentada com repuxos de água: que, à boa maneira riomaiorense... metia muuuuita água. Esta última, aliás, cuja parte das minas fora confeccionada com betão, foi particularmente difícil de partir após se terem ligado os repuxos e se ter constatado que o projecto arquitectónico não se cruzava nem um centímetro com a canalização: então esconderam-na. Era engraçado, lembrava uma praça de touros... Mas os conterrâneos, sempre fiéis ao bom modo riomaiorense, readaptaram-na para... meter alguma água. O meu pai diz que é pra regar os munícipes.
    Apesar de tudo, eu gosto muito de Rio Maior. E uma das coisas engraçadas é que Rio Maior aposta na actualização do seu território - em detrimento do passado arqueológico. Ainda me lembro do olhar angustiado do Pereira, conceituado arqueólogo, enquanto deixava cair na rede as mãos revoltadas. E quando se atreveu a ir pra lá escavar, foi afastado com ameaças. Tudo porque ele queria os esqueletos pra ele. Mas o nosso queridíssimo presidente da Câmara Municipal sacrificou com pesar tudo isso: eram vestígios de macaquinhos ou o seu poleiro. A escolha foi difícil, mas o nosso presidente não baixou os braços. Baixou as pernas. Sentou-se. E, durante dois anos, viu crescer a edificação em que apostou tudo para ser reeleito, através da janela do seu escritório. E rezou. Talvez pelos macaquinhos, isso não sei. Ou talvez pela razão que levou o meu pai na condição de profissional até lá. (Mas eu sou jovem e não sei de naaaada!)
    No entanto, eu gosto muito de Rio Maior. E sempre que venho da capital, visualizo nostalgicamente a imagem da entrada de Rio Maior. E sempre que alguém vai ao meu lado, eu não resisto a transparecê-lo. E digo: "olá, eu sou a Esfinge, vou pra Rio Maior, e tu?" e após algumas piadas com o meu epíteto, passa-se ao diálogo da almejada cidade de Rio Maior.

    - "Cidade do Desporto, não é?"
    - "É verdade... Mas tenho uma cena brutal pra te mostrar quando chegarmos!"
    - "O quê?"
    - "É surpresa... logo vês."

    E assim se enche de expectativa o indíviduo ou indivídua que tem o infeliz impulso de se sentar a meu lado quando vamos pra Rio Maior no expresso pra uma cidade a sério. E quando lá chegamos, eu digo com um sorriso: "ai... enfim, casa." "Mas aquilo é... é... um cemitério...!" É verdade. Porque, quer acreditem quer não, a entrada entrada sul de Rio Maior apresenta um bonito cemitério: certamente porque há desportistas que não sobrevivem à emoção de alcançar Rio Maior.

    Resta-me dizê-lo: gosto muito de Rio Maior. Rio Maior é lindo xD
     
    posted by Esfinge at 18:10 | Permalink | 0 comments
    Friday, February 02, 2007
    Só pra contrariar (quer dizer... não só, mas também, vá)
    Eu até queria mudar de template... Mas os templates mais coloridos são demasiado Floribella way e os menos coloridos são demasiado pouco coloridos: dilema. Portanto, e porque as últimas três postas foram dedicadas a um ser político e ao seu (des)pretensioso livro, reaposta-se no cinzento:

    Definição de Política de acordo com John M. Brown: "Um reino, povoado apenas por vilões e heróis, no qual tudo é preto ou branco, e o cinzento é uma cor proibida."

    ...ahhh... a fantástica sensação de ser contraste =D
     
    posted by Esfinge at 20:48 | Permalink | 0 comments
    (Mais Outra Posta Em Que O Título Se Afigura Desnecessário)
  • “Pela nossa parte, preferimos dizer que o poder é a faculdade de mandar e a capacidade de se fazer obedecer” (História das Ideias Políticas, Volume I, Edições Almedina SA, página 17, 5º parágrafo);
  • "Há quem considere que a Política se refere sempre e só à conquista e ao excercício do poder no Estado, ou seja, a nível nacional. Nós própriospensámos deste modo. Mas há outras concepções sobre a questão, e a nossa também evoluiu. (História das Ideias Políticas, Volume I, Edições Almedina SA, página 22, 1º parágrafo);
  • Inter alia.


  • (impõe-se a questão...) Mas alguém me explica porque é que Diogo Freitas do Amaral fala no plural quando é um autor singular?

    Comentário: Ora o livro até é bom - mas é nítida a esquizofrenia dissimulada do rapaz. Os políticos deviam ser proibidos de ver o Senhor dos Anéis: dá-lhes bagagem pró descarte de responsabilidades. Claro que quando se trata de receber os louros...: «Espero ter feito uma obra útil (...) A enorme procura que as minhas lições policopiadas sobre este tema têm tido nos últimos quinze anos animam-me a pensar que a publicação do trabalho em livro impresso não é uma simples "vanité d'auter"» (prefácio)... »» eles 'tão lá xD
     
    posted by Esfinge at 20:13 | Permalink | 0 comments
    (Outra Posta de Título Desnecessário)
    Quão deprimente é ter de pagar mais um bocado de livro pra ficar com a fotografia janota e as perguntas de b.i. do Freitas do Amaral?
     
    posted by Esfinge at 19:54 | Permalink | 0 comments
    (Título Desnecessário)
    Desde que ando a ler o primeiro volume do História das Ideias Políticas, tenho para mim que dizer-se o que vai na alma é uma forma de poder. Há muita gente que se limita ocupar o cargo de pessoa, vivendo (?), na verdade, enclausurado dentro da sua fisionomia. E como diz Freitas do Amaral na Conferência de Imprensa no Porto (“Documentos básicos para a história do CDS”), “quando o poder não é exercido por quem o detém, depressa passa a ser detido por quem o exerce”. Quão mau é isso...?
     
    posted by Esfinge at 19:52 | Permalink | 0 comments